Prefeitura de Cabreúva vai zerar fila de espera por aparelho auditivo

A manhã desta quinta-feira (28) foi de muita emoção para os pacientes da rede municipal de saúde de Cabreúva que aguardam para receber um aparelho auditivo. Ou melhor, aguardavam. O prefeito Henrique Martin assinou um convênio com a Ateal (Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem) que deve zerar a atual fila de espera. O investimento é de R$ 300 mil.

Mais de cem pacientes acompanharam a assinatura, no auditório da Emeb Mário Faccioli. “Esse é um dia especial. Estou muito feliz em dizer que vamos conseguir atender, de uma só vez, às mais de 150 pessoas que esperam por isso”, comemorou o prefeito.

Henrique explicou que a cota do SUS para Cabreúva é de apenas dois aparelhos por mês. “Fizemos um levantamento e vimos que se dependesse do SUS a população ia ficar esperando 10, 15 anos. Mas saúde é nossa prioridade. Então conseguimos, com recursos próprios, fazer esse convênio.”

A secretária de Saúde, Rita Hollo, não conseguiu esconder a emoção. “Estou muito feliz em ver todos vocês aqui hoje para iniciar o processo de recebimento dos aparelhos auditivos”, disse, destacando o empenho do prefeito em firmar esse convênio. “É uma conquista importante, de inclusão. Vai mudar a vida dessas pessoas.”

Após a assinatura, que contou com a presença da superintendente da Ateal, Mariza Pomilio, e do futuro presidente, Wagner Gudson Marques, os pacientes passaram por uma avaliação com profissionais da entidade e já foram encaminhados para iniciar o processo de colocação do aparelho.

“Temos de ver a necessidade de cada paciente, se é necessário o par ou apenas um, para encomendar o aparelho, que é personalizado. Depois, eles ainda terão acompanhamento”, explicou Mariza, chamando a atenção para a rapidez com que o convênio foi firmado: cerca de um mês. “Vocês têm de valorizar esse prefeito. Nos 18 municípios adjacentes, temos cerca de 3.600 pessoas na fila aguardando por um aparelho auditivo”, complementou Marques.

A espera de quatro anos acabou para Luciene Santos Silva, de 47 anos, moradora do Jacaré. E comemora: “Vou poder ouvir melhor. Conversar com as pessoas, responder”. Ela começou a perder a audição aos 15 anos. O último aparelho que teve, parou de funcionar em 2014 e, desde então, aguarda um novo. Desempregada, não tem condições de comprar e depende do SUS.

O aposentado José Augusto Rosa, de 70 anos, morador do bairro Pinhal, tem perda de audição no ouvido esquerdo e vai precisar de apenas um aparelho. “Não tenho condições de comprar, porque é muito caro. Estou muito feliz com essa notícia”, disse.

Estudante do ensino médio, Camila Batista, 18 anos, do Vale Verde, não ouve nada sem o aparelho, que precisa usar desde criança. Ela precisa trocar o atual aparelho, que já perdeu a validade. E comemorou poder voltar a assistir TV, uma das coisas que mais gosta de fazer. “É muito bom ouvir melhor. Melhora tudo. Quase entro na TV para conseguir assistir”, brincou a jovem.