Padrasto preso por torturar bebê em Jundiaí

Um operador de 27 anos foi preso pela equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí acusado de torturar um bebê de 10 meses de sua amásia, no bairro do Jardim das Tulipas.

De acordo com o que foi apurado, segundo a investigadora Lilian Pichi, por três vezes, entre setembro e outubro deste ano, o “padrasto” agrediu o bebê, causando fraturas nas pernas.

Como ele era o único que ficava e tinha contato com a criança, é o principal suspeito.

O caso chegou na Delegacia no dia 24 de outubro deste ano. A mãe relatou que tinha reatado um relacionamento com o operador e notou que o menino chorava quando tocava na perninha. Não havia marcas externas, mas tinha fissuras no osso. Depois de alguns dias a outra perna também apareceu quebrada e a mãe resolveu denunciar o companheiro.

Na ocasião, o padrasto alegou que segurava o menino e, como ele “esperniando”, a perna direita – que estava engessada -, bateu na perna esquerda, causando o ferimento.

A criança foi socorrida ao estabelecimento médico, onde foi constatada uma fratura na tíbia da perna esquerda, sendo o membro imobilizado novamente, cujo ferimento segundo especialista na área, é típica de torção.

No dia em que o bebê se feriu, o Conselho Tutelar foi acionado, e ao tomar conhecimento o padrasto apanhou seus pertences e saiu da residência, onde estava com a esposa e o enteado, alegando que desejava se separar da genitora.

Diante do intenso, grave e prolongado tempo de abuso físico praticado pelo investigado contra a vítima, um bebê de 10 meses de vida, absolutamente incapaz de se defender das agressões ou de sequer denunciar seu agressor, foi instaurado Inquérito Policial para apuração do crime de TORTURA capitulado no artigo, 1º, inc. II, §§ 3º e 4º, inc. II, da Lei 9.455/1997.

Nesse sentido, a Delegacia de Defesa das Mulher representou pela decretação da prisão preventiva do investigado, sendo o pleito avalizado pelo Ministério Público e acatado pelo poder judiciário, sendo então expedido o mandado de prisão preventiva.

Interrogado, o padrasto negou as acusações e repetiu sua alegação de que no último episódio o ferimento foi causado pela própria criança, batendo a perna direita, que estava engessada, na perna esquerda.

Nesta quarta-feira, os policiais civis Lilian Cristina Doui Picchi e Rafael Silva Alves dos Santos, cumpriram o mandado de prisão, sendo o investigado encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista.