Prefeitura pinta novamente o Museu após pichação

Em menos de 48 horas após a noite de quarta (02), quando uma série de pichações surgiram no Centro, a Unidade de Gestão de Cultura (UGC) da Prefeitura fez a pintura completa da fachada do Museu Histórico e Cultural – Solar do Barão.

Como a pintura não pode incidir apenas sobre a área atingida, mas, sim, sobre toda a fachada, para que não haja diferença de tonalidades, e como o ato foi identificado como grau profundo, tendo atingido a madeira dos batentes das janelas, a área permaneceu completamente isolada durante os reparos e foi necessário mais de uma demão de tinta.

O Boletim de Ocorrência foi aberto já na noite do acontecimento e agora que a obra está concluída, a UGC irá comunicar a realização dos reparos ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), estância estadual, sob a qual o Museu é tombado.

O gestor da UGC, Marcelo Peroni, lamentou o ocorrido e explicou o atraso que a obra trouxe no processo de reabertura do espaço. “O Museu encontrava-se fechado para a montagem de sua próxima exposição, além de ganhar novas salas expositivas e de novas instalações nos jardins pelo programa ‘Cidade das Crianças”. Essa obra emergencial acabou atrasando a data de reabertura, que estava prevista para a próxima sexta-feira (11). É uma pena ver como um ato de vandalismo traz prejuízos a toda a população”.

O diretor do Departamento de Museus, Paulo Vicentini, ressalta a indignação da população. “Inúmeras foram as pessoas que, durante a pintura, nos abordaram para externar a sua indignação e solidariedade. Isso num momento em que o Museu vem num crescendo de melhorias, com a reabertura de seus jardins à população em 2017 e reforma completa de seu sistema elétrico, de iluminação, pavimento e telhado no ano passado.”

Moradora do Parque Cecap, Elisabete Diorio, estava no Centro com a filha Sabrina de 18 anos e também lamentou o ocorrido. “Avalio este ato como uma verdadeira indecência. Este Museu e seus jardins são lindos. Eu vivia aqui quando trabalhava no Centro. Por isso parabenizo a Prefeitura pela rapidez na ação. Se não cuidarmos do que é nosso, um dia ficaremos sem nada”.

Já a Nadir Monteiro, acompanhada do marido Alceu, também transitavam pela rua Barão de Jundiaí e teve seu olhar atraído para a obra. “Quem sai perdendo com atos de vandalismo como este é a população, que tem seu patrimônio danificado. Como tudo na vida tem um lado bom, prefiro ressaltar o quanto esta pintura está deixando o Museu ainda mais bonito, preparado para as tradicionais festas de final de ano”.

Legislação
De acordo com a Lei Municipal nº 8747/2017, aplica-se aos autores de danos a patrimônios públicos tombados, como é o caso do Museu, uma multa de 240 Unidades Fiscais do Município (UFM), dobrando na reincidência. Em 2019, o valor da UFM é de R$ 166,38, o que totaliza R$ 39.931,20, podendo a Prefeitura, neste caso a realizadora do reparo, de cobrar dos autores (ou de seus pais ou responsáveis, em caso de infratores menores de idade), o reembolso pelas despesas com os reparos.