Rio Jundiaí volta a ganhar vida

Nesta segunda-feira (23), é comemorado o Dia do Rio Jundiaí, que vem passando por uma transformação importante e ficando mais saudável, por conta de um processo de despoluição iniciado em 1984, ano da criação do Comitê de Estudos e Recuperação do Rio Jundiaí (CERJU). A cada ano, várias medidas foram tomadas para que este grande patrimônio ambiental do município fosse recuperado. Em 2017, houve o reenquadramento do Jundiaí – a mudança da classe 4 (quase morto) para a 3. O resultado disso é a volta de peixes nadando no rio, explicada pela estrutura de Várzea Paulista e de Jundiaí quanto ao tratamento do esgoto que antes era despejado no local.

Dois anos depois do reenquadramento (recuperação), garças e outros pássaros também voltaram a frequentar os arredores, pousando no rio para comer pequenos peixes. A partir do momento em que o esgoto parou de ser jogado no rio e começou a ser tratado nas estações, ele “passou a se limpar”, a se autodepurar.

Em 2019, o Dia do Rio Jundiaí será marcado pela exposição dos trabalhos vencedores do Concurso de Ideias do Vale do Rio Jundiaí, evento criado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) a partir da iniciativa da Prefeitura de Jundiaí, através da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA). O evento acontece a partir deste sábado (21), das 9h às 13h, na Biblioteca Professor Nelson Foot, no Complexo Argos. A exposição poderá ser vista por 30 dias e, de segunda a sexta, os trabalhos estarão à disposição do público das 8h às 22h.

“O rio Jundiaí é um atributo natural importante para elevar a qualidade de vida na cidade e merece ser olhado desta forma. Até algum tempo atrás, o rio foi considerado por algumas pessoas como um problema, com seu curso de água poluído e que transbordava, inundava as casas e causava prejuízos”, destaca o gestor UGPUMA, Sinésio Scarabello. “O Jundiaí é o nosso maior rio e com a maior extensão no nosso território. Ele é significativo para o município e pode contribuir também para resgatar a biodiversidade urbana de Jundiaí”, completa.

Os trabalhos do concurso apresentarão sugestões de requalificação de todo o vale do Rio Jundiaí, de forma a melhorar a proteção ambiental, qualificar os espaços e ofertar lazer, entre outras ações que garantam qualidade de vida a partir da integração do rio ao cotidiano da cidade. A exposição seguirá para outros equipamentos públicos para que a população possa conhecer as sugestões feitas por arquitetos de todo o País. No mesmo dia, das 9h às 17h também no Complexo Argos, haverá a Conferência da Cidade, realizada pelo Conselho Municipal de Políticas Territoriais (CMPT), que debaterá diversos temas, inclusive recursos hídricos.

 

Tratamento

Segundo informações da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Jundiaí, a bacia do Jundiaí é a primeira do país a ter tratamento em todas as cidades e, por isso, a qualidade do rio vem melhorando. Jundiaí foi a primeira a conseguir tratar 100% do esgoto coletado. Os emissários de esgotos envolvem também rios menores, como o Guapeva, e córregos.

O Rio Jundiaí tem seu nome originado do tupi-guarani (“yundiá”, que significa “rio dos bagres” – “Jundia” = bagre e “Y” = rio). O peixe jundiá é uma espécie de bagre. O rio tem 123 km de extensão – 28 dentro da cidade de Jundiaí – e sua bacia possui uma área de 1.114 km2. O Jundiaí nasce em Mairiporã, passando por Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Salto, desaguando no rio Tietê, nesta última cidade.

No aplicativo da Prefeitura de Jundiaí (que pode ser baixado em qualquer smartphone Android ou iPhone), o cidadão pode denunciar o despejo irregular de esgoto no rio Jundiaí, além do descarte de óleo automotivo, lixo e entulho. A vegetação na margem também é queimada e muitas queixas são feitas a respeito disso. Pelo telefone 153, a Guarda Municipal recebe as denúncias e as encaminha para a Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, que vai a campo fiscalizar. Se for o caso, o infrator é autuado.