Programa Geladeira Literária chega à Fumas

O hall de entrada da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), no Complexo Fepasa, acaba de receber uma unidade da Geladeira Literária, um programa da Unidade de Gestão de Cultura lançado há dois anos com a proposta de incentivar o hábito de leitura da população. Agora, com a unidade da Fumas, o projeto soma 15 unidades em toda a cidade, com geladeiras recheadas de livros espalhadas por Unidades Básicas de Saúde, Terminais Urbanos e unidades itinerantes em eventos do calendário artístico municipal.

A ideia de instalar uma unidade na Fumas – que recebe um volume de pessoas que varia entre 70 e 100 por dia – surgiu da própria Fundação, que já dispunha de uma biblioteca interna montada a partir de doações feitas pelos servidores municipais. “Nossa biblioteca não estava sendo muito utilizada, então, acreditamos que esta é uma forma de torná-la mais atrativa e ainda disponibilizar nosso acervo para a população que passa por aqui”, conta a superintendente da Fumas, Solange Marques, lembrando que o sistema de empréstimo e devolução dos livros permanece o mesmo. “As pessoas podem pegar livros em outros pontos e devolvê-los aqui e vice-versa, sem um prazo definido para devolução e com a possibilidade de uma maior rotatividade do acervo da geladeira. É um projeto que promove o ato de compartilhar associado ao estímulo da leitura e esta é a melhor parte”, ressalta.

Para o gestor Marcelo Peroni, a ampliação do projeto é algo que comprova sua boa aceitação na sociedade. “Saber que a ideia de compartilhar livros e estimular a leitura está se ampliando de maneira espontânea como ocorreu agora com a Fumas, nos deixa muito felizes e certos de que o projeto dá certo e pode, a cada dia, atingir mais cidadãos”, acrescenta o titular da UGC.

 

Livros à vontade

A funcionária Márcia Cardoso, que trabalha na Recepção da Fundação, foi uma das que aprovou a transformação da biblioteca interna em Geladeira Literária e estimula a todos para que levem um livro para casa. “Adoro ler e fiz questão de ser a primeira a escolher um livro”, salienta, comentando que já está quase finalizando a leitura de um título para escolher outro. “Acho que vou ficar com este aqui”, diz, enquanto folheia as páginas de “Atribulações de um chinês na China”, de Júlio Verne. “Como não há prazo para a gente devolver o livro, não há desculpa para não levar para casa um título que nos agrade”, complementa.

Moradora do bairro Ponte São João, a dona de casa Sirlene de Almeida Soares conta que tinha o hábito da leitura nos tempos de estudante, mas se animou para voltar a ler novamente. Pegou um livro para o filho Rafael, de 11 anos, e outros dois para ela. “Eu já tinha visto essa geladeira nos terminais, mas não tinha entendido bem como funcionava. Agora, vou olhar sempre.