DIG prende acusado de estupro e homicídio de Vanessinha

Os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí esclareceram o caso de homicídio ocorrido na madrugada de quinta-feira, dia 15 de agosto, no Jardim Niero, na cidade de Louveira.

Um churrasqueiro, de 43 anos, morador no Jardim Vera Cruz, foi preso nesta segunda-feira, dia 19, acusado do estupro de Vanessa Moraes da Silva, de 39 anos, a “Vanessinha” e de matá-la em seguida, em um matagal.

Durante todos esses dias os policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA) da DIG, com Gigio, Vanessa e Mário, realizaram buscas ao autor. Eles contaram com todos os recursos e ajuda das equipes da Guarda Municipal de Louveira.

A grande dificuldade para encontrar o autor do crime foi que ele mudou o visual e raspou a barba e bigode. Mas com o trabalho de inteligência os policiais chegaram até onde estava.

Morte após sexo

O churrasqueiro prestou depoimento até a noite desta segunda-feira na sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do bairro do Anhangabaú, em Jundiaí.

Ele contou que estava bebendo em um bar do Jardim Niero, quando “Vanessinha” chegou e pediu dinheiro para os clientes.

O dono do bar resolveu servir gratuitamente um copo de cachaça.

Depois de algum tempo Vanessinha teria oferecido um “programa” por R$ 20,00, que foi aceito pelo autor – na versão dele.

Os dois seguiram então para o matagal, onde permaneceram até a madrugada. Porém, o churrasqueiro disse que após sexo oral quis algo a mais. Mas a vítima teria resistido.

Os policiais encontram a vítima seminua, com as calças até o joelho.

Pedrada

No depoimento dado na Delegacia de Jundiaí, o morador de Louveira contou que após a recusa de praticar sexo, ele desferiu um golpe de pedra na cabeça de Vanessinha.

Como estava embriagado houve briga com trocas de socos e empurrões, porque ela não queria manter relações. Foi quando ele a jogou contra uma árvore, batendo o rosto dela no tronco.

Depois disso, ele percebeu que ela desfaleceu e foi embora, mudando o visual ao saber que a mulher estava morta.

Durante todo o tempo em que prestou depoimento, o churrasqueiro insistiu de que “só matou” e, negou a prática de estupro. Disse que houve sexo oral com consentimento – na versão dele.

Os delegados da DIG de Jundiaí, Josias Guimarães e Carlos Eduardo Barbosa, aguardam agora os exames do Instituto Médico Legal (IML), para encaminhar o processo para a Justiça. Apesar de morta, o corpo de Vanessinha pode produzir provas para que o autor do homicídio fique na cadeia por muito tempo.

Os delegados conseguiram da Justiça ordem de prisão por 30 dias, até que as provas sejam apresentadas. Enquanto isso o churrasqueiro ficará em uma cela do Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista.