Louveira recicla lixo e gera emprego

A Secretaria Municipal de Gestão Ambiental de Louveira mantém uma estrutura completa de reciclagem por meio de programas de incentivo e aprimoramento de políticas públicas em benefício do meio ambiente.

A estrutura de coleta seletiva louveirense atende 100% do território do município, seja na área rural ou urbana, por meio da entrega gratuita de 56 mil sacos verdes mensalmente. Apenas quatro cidades do Brasil oferecem um sistema de coleta com esta cobertura.

Com esse sistema, são tratadas ao mês cerca de 140 toneladas de material reciclável, gerando economia aos cofres públicos e renda para trabalhadores da cooperativa. Antes do investimento nessa estrutura, todo o material reciclável gerado em Louveira era levado para aterros, causando desperdício e gastos com o transporte.

Todo o material reciclável é entregue no Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR), que dispõe de todos os equipamentos necessários, como esteira, prensa e empilhadeira para que os recicláveis sejam separados, compactados e destinados às empresas que reutilizam como matéria prima para novos produtos.

O resultado da venda do material é destinado diretamente aos 40 trabalhadores organizados no modelo de cooperativa que, além de distribuir de acordo com a produtividade, ainda paga a contribuição do INSS de cada cooperado.

Com essa estrutura, Louveira alcançou um índice de 85% da taxa de reciclagem, bem superior à média nacional de reciclagem que é de apenas 3,7%.

 

Isopor e óleo de cozinha

Alguns resíduos ainda geram dúvidas sobre como destiná-los a reciclagem, como o isopor e o óleo de cozinha. O poliestireno, mais conhecido como isopor, ao contrário do que muitos pensam, pode e deve ser descartado com outros resíduos sólidos como papéis, vidros, metais e plásticos.

O isopor na verdade é um plástico, e por isso é 100% reaproveitado na substituição da madeira ao ser usada para fazer molduras para quadros, sancas, rodapés, réguas e brinquedos.

Já o descarte do óleo de cozinha usado não deve ser feito no ralo da pia, no vaso sanitário e nem com o lixo orgânico, pois esses destinos incorretos levam à contaminação dos mananciais aquáticos, do solo e da atmosfera. Após o seu uso, espere esfriar e despeje-o num recipiente bem fechado para efetuar a entrega junto com o saco verde. O material é encaminhado para locais especializados que poderão transformá-lo em ração animal, detergente, cosméticos, tintas, biodiesel e massa de vidro.