Mãe não consegue ler receita médica

Uma mãe que levou o filho para atendimento em uma pediatra de Unidade Básica da Prefeitura de Jundiaí não conseguiu ler a receita dada para compra de medicamentos.

Ao chegar na farmácia, as funcionárias também tiveram dificuldades.

Na Prefeitura de Jundiaí, todas as pessoas consultadas pelo “Jornal da Região” também não conseguiam entender o que a médica receitou.

Uma lei aprovada na Câmara Municipal determina que os médicos façam as receitas no computador, para evitar prescrição de medicamentos errados, que podem colocar a vida dos pacientes em risco.

A Prefeitura de Jundiaí vai chamar a médica na Secretaria de Saúde, para questionar o procedimento.

A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) informa que a médica do PA da Ponte São João será notificada e receberá uma advertência já que descumpre o Código de Ética Médico.

Caso de Polícia

Uma idosa de 78 anos também prestou queixa contra um médico da Prefeitura nesta terça-feira (18).

Ela contou que a Unidade Básica da Vila Rami a encaminhou para o NIS. Lá, o médico disse que a médica só encaminhava “velharada” para ele.

Disse, na frente de testemunhas, que a paciente deveria “cortar as duas pernas”.

O médico ainda receitou AAS, sendo que a mulher avisou que não pode tomar o medicamento.

A delegada Camila Duarte Pina determinou ao agente Valdemir de Moraes (Xororó do DP) a elaboração de boletim de ocorrência contra o médico.

Resposta da Prefeitura

A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) informa que a conduta do médico não condiz com a orientação do serviço público municipal. O caso será apurado a partir de processo administrativo instaurado, seguindo o trâmite necessário, conforme determina o Estatuto do Servidor de Jundiaí, podendo resultar em exoneração do funcionário público.