Cliente foi morto por dono de pizzaria

O jovem Thales Henrique dos Santos, de 25 anos, não foi morto por assaltantes, mas pelo dono da pizzaria em que foi comemorar a aprovação em curso de enfermagem. O caso ocorreu na madrugada do último domingo, dia 9, na avenida Pacaembu, em Várzea Paulista.

Inicialmente a informação passada à Polícia era de que assaltantes, que levaram a moto que Thales estava como garupa e os bandidos tinham atirado nele.

Após investigações da equipe do delegado Marcel Fehr, da Delegacia de Polícia Civil de Várzea Paulista, foi esclarecido que o dono da pizzaria atirou na vítima, “pensando que era assaltante”.

O delegado Marcel Fehr explicou que ouviu cinco testemunhas. Após análise dos laudos, sua equipe descobriu que os disparos partiram do interior da pizzaria.

Arma do crime

O proprietário foi intimado e confessou ter sido o autor dos tiros. Ele indicou onde estava escondida a arma, que foi guardada após o fato. Os policiais foram até o local indicado e encontraram uma pistola calibre .380 mm, sem registro.

O delegado determinou o indiciamento do proprietário da pizzaria pelo crime de homicídio. Ele pode ir a Júri popular no Fórum da cidade, conforme denúncia a ser elaborada pelo Ministério Público.

Alegou legítima defesa

Segundo o comerciante, ele agiu em legítima defesa, diante do assalto que ocorria naquela momento com quatro homens na porta do estabelecimento.

Ele disse que confundiu Thales com os assaltantes. O jovem do Jardim das Tulipas, em Jundiaí, estava junto com um amigo, que teve a moto roubada pelos ladrões.

Por causa do frio que fazia naquela madrugada, Thales havia colocado o capuz na cabeça e o dono da pizzaria pensou que ele fazia parte da quadrilha.

Roubo da moto

Os investigadores de Várzea Paulista também esclareceram o caso do roubo da moto. O veículo foi encontrado depenado na cidade de Francisco Morato. O rapaz que estava com a moto não foi reconhecido e por isso foi autuado por receptação. A moto devolvida ao dono.

O delegado explicou que a Justiça vai decidir o futuro do comerciante. À princípio ele será processando pelo porte ilegal de arma de fogo, com pena de 3 a 6 anos. Já o homicídio será analisado pela Justiça se denunciado por doloso, culposo ou se legítima defesa.

O delegado Marcel Fehr disse que a Polícia Civil se solidariza com a família de Thales, tendo colocado o caso como prioridade para o esclarecimento. Ele disse que há muito tempo a cidade não registrava latrocínio. O último foi em maio de 2018. Agora tudo vai depender da Justiça.

Thales, vítima de homicídio em Várzea Paulista