Leitora reclama de atendimento no HPS

A leitora Luara Melo de Azevedo enviou uma reclamação sobre o atendimento prestado à sua filha de 5 anos, Isabelly, no Hospital Paulo Sacramento.

Ela conta que esteve no hospital no dia último dia 26 pois sua filha vinha apresentando quadro de febre, dores no corpo e dor de cabeça. “Na sexta-feira, dia 24, a Isa começou ter febre e dores no corpo, porém como ela estava resfriada pensamos que era devido a isso, mediquei e fiz inalação, mas ela não apresentou melhora. No dia seguinte passou a se queixar de dor de cabeça. No domingo, o olho dela estava bem vermelho e ela se queixava por estar com dor, além de ter apresentado manchas pelo corpo.”

A leitora relata que levou a menina ao hospital, e levou quase quatro horas esperando entre fazer a ficha, passar por triagem e finalmente passar por consulta. “Ao entrar no consultório relatei todos os sintomas que minha filha estava sentindo. A médica a examinou e disse que iria pedir um raio-x. Após o exame e mais espera voltamos ao consultório e o diagnóstico foi o de uma gripe viral. Eu questionei pois todos os sintomas levavam a crer que poderia ser dengue, e pedi se a mesma não poderia solicitar um exame. A resposta dela simplesmente foi que a médica ali era ela, ela estudou e sabia muito bem o que estava falando, e que mesmo se precisasse de exame minha filha teria que ficar 5 dias com febre para poder ser solicitado o tal do exame. Eu sai do consultório descontente mas aceitei o que ela me disse, afinal como ela me disse, foi ela quem estudou medicina”, explica.

Na noite do domingo a menina seguia com muitas queixas de dores pelo corpo. Na segunda, dia 27, a mãe notou que o olho da filha estava com secreção e apresentava mais vermelhidão. “Eu resolvi levar ela no centro clínico de Campo Limpo Paulista, e agradeço a Deus por ter colocado anjos em formas de pessoas naquele lugar. Ao chegar lá fomos atendidas em menos de 20 minutos pelo Dr Henrique, que após ouvir todo o meu relato de imediato pediu para ser feito o exame que diagnosticou dengue. O olho vermelho não tinha nada de gripe e sim uma hemorragia com um derrame no olho, devido à dengue. Minha filha foi medicada com muito carinho pelas enfermeiras de lá e começamos o processo de hidratação para que ela não precisasse ficar hospitalizada. Esse é um desabafo de uma mãe, que poderia ter acontecido coisa pior com a minha filha por negligência médica”, relata.

Olho

Resposta
Em nota, a assessoria do hospital informou que “no primeiro atendimento constatou-se que os sinais vitais e a história clínica eram condizentes com síndrome gripal, não sendo excluída, no entendo, a possibilidade de dengue. Após exame físico, foi constatado que a paciente apresentava sinais e sintomas condizentes com doença respiratória aguda, onde foi solicitado o exame de RX, que não apresentava alterações. Esclarecemos ainda que a mãe da paciente foi orientada de que o teste rápido para dengue não era efetivo antes de 24 horas e após 72 horas dos sintomas e que a sorologia só é solicitada após 5 dias, com a finalidade de notificação epidemiológica. Assim sendo, independente do diagnóstico, não haveria mudança no tratamento escolhido, além da orientação de retorno no caso de piora e prescrição de medicações sintomáticos, conforme orientação do ministério da saúde.”