Delegados fazem ações por melhores salários

Os delegados de polícia do estado de São Paulo decidiram, em assembleia geral extraordinária realizada na noite desta segunda-feira (03/06), fazer mobilizações mensais contra o Governo do Estado, que paga os piores salários da federação. A reunião foi convocada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP) e pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP).

Os delegados decidiram buscar parceria de todas as carreiras da polícia na luta por melhores salários e intensificar o trabalho de exposição da situação de penúria que se encontra a polícia paulista. “Não é exclusividade dos delegados o salário-deboche que é pago pelo governo de São Paulo. A situação está insustentável e estamos cansados das trapalhadas políticas”, disse a presidente do SINDPESP, Raquel Kobashi Gallinati.

Os delegados decidiram, ainda, entregar ofícios às diversas autoridades solicitando que o governador João Doria inclua a porcentagem de aumento no orçamento deste ano e plano plurianual dos próximos anos do governo.

O delegado e deputado estadual Delegado Olim esteve na reunião e confirmou que segurança pública é prioridade. “Há orçamento para ser investido na segurança pública, não tem falta de dinheiro para nada”, afirmou.

Primeiro passo

O primeiro ato dos delegados está programado para quarta-feira (5/6), durante a Reunião do Conselho de Polícia, que acontecerá às 10 horas na Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo.

Considerando que o governador prometeu que o salário da Polícia Civil de SP seria o mais alto do Brasil, o SINDPESP e ADPESP entregarão um ofício indagando qual será a porcentagem inserida no orçamento e no plano plurianual para efetivar a sua proposta.

Fernando David, secretário-geral da ADPESP, destacou a presença e a representatividade de delegados que atuam em várias entidades e em vários setores, até na política. “Aquela mesa mostra que a união dos delegados está acontecendo e nós precisamos não só ficar na seara politica, mas também estender a aliança aos membros da classe que labutam nos plantões e inclusive às outras carreiras policiais”, disse.