Banco de Leite celebra o Dia Mundial de Doação de Leite Humano

No próximo dia 19 de maio, é Dia Mundial de Doação de Leite Humano, e o grande objetivo desta data é alertar à sociedade para a importância da proteção e da promoção do aleitamento materno por meio desse gesto que é simples, precioso e sem custo algum. Rico em água, vitamina, proteínas e nutrientes, o leite humano é o mais indicado para a saúde dos pequenos nos primeiros meses de vida.

O Banco de Leite Humano de Jundiaí tem atuado como um polo defensor do aleitamento materno, ajudando as crianças e mães de toda região. Inicialmente vinculado ao Hospital de Caridade São Vicente de Paulo e atualmente ao Hospital Universitário é responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, execução de atividades de coleta da produção lática da nutriz, seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distribuição, sendo proibida a comercialização dos produtos por ele distribuídos.

Toda mulher que está amamentando e tem leite em excesso é uma possível doadora. Para doar, basta ser saudável e não estar fazendo uso de nenhum medicamento que interfira na qualidade do leite materno. A equipe do Banco de Leite retira o leite na casa da doadora, desde que resida em Jundiaí, Itupeva, Cabreuva, Itatiba, Louveira, Cajamar, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista e Jarinu.

O aleitamento materno diminui a ocorrência de diarreia, infecções respiratórias e alergias em recém-nascidos, além de reduzir o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta.

As interessadas podem entrar em contato com o Banco de Leite, a equipe fará uma breve entrevista e, estando apta para ser doadora, as enfermeiras vão até a residência e ensinam como fazer a ordenha e armazenamento. O telefone do Banco de Leite é 0800-178155.

 

“Amor ao próximo e à vida”

 

Considerado um gesto de solidariedade e amor, a doação de leite materno ajuda os recém-nascidos nos primeiros dias de vida. A história de Ana Claudia Zorzi Malagoli, mãe de Alane Zorzi Malagoli (1 ano 7 meses) foi doadora por 8 meses. Tudo começou quando sua filha não pegava o peito. Ana Claudia não desistiu em proporcionar o melhor alimento para sua filha e começou a ordenhar e oferecer seu leite materno através de copinhos. “Eu tinha muito, e liguei para o BLH para doar, foi quando me perguntaram se minha filha amamentava. Após contar o que estava acontecendo fui orientada pela equipe como ir procedendo, até que meu bebê começou a mamar”. Assim que Ana Claudia conseguiu o que tanto sonhava, passou a ser doadora. “Saber que recém-nascidos são salvos com o nosso leite, é um resultado do amor ao próximo e à vida”, completa ela.

 

Para as mães que possuem alguma dúvida com relação ao processo de ordenhar e doar, é só entrar em contato com o BLH através do 0800-178155.

Ana Claudia faz um alerta para que as pessoas valorizem o trabalho do Banco de Leite Humano e sejam doadoras. “O trabalho de orientação e psicológico é muito bom, e essa parte conta muito”.

 

A mortalidade infantil tem relação direta com o leite materno

 

De acordo com Marcela Biondi, nutricionista responsável pelo BLH, a doação, além de ser um ato de amor e ajudar a salvar a vida de bebes nas utis, ajuda também a mulher que tem leite excedente.  Toda mulher com excesso de leite precisa esvaziar as mamas antes de oferecer ao bebê para facilitar a pega e evitar o ingurgitamento mamário,  o comumente chamado de peito empedrado. Toda mulher com excesso de leite sente a necessidade de esvaziar a mama, o que é de extrema importância para evitar muitos problemas.

A mortalidade infantil tem relação direta com o leite materno, uma vez que o mesmo possui mais de 250 componentes que agem com ações anti-inflamatórias, bactericidas e protetoras, além de ser rico em todos os nutrientes na quantidade específica que a criança precisa. Atua como um verdadeiro escudo contra as doenças e infecções.

De acordo com o Unicef, se a criança for amamentada até os seis meses de vida, a amamentação pode evitar, por ano, a morte de 1,3 milhão de crianças menores de cinco anos.