Surgem mais vítimas do estuprador da “fila de emprego”

A Polícia Civil confirmou mais dois casos de estupros cometidos pelo ajudante Sérgio Alberto Monteiro, de 33 anos, morador na Capital. Ele foi preso pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí depois de uma investigação que teve início em outubro de 2018. Até agora são cerca de 10 vítimas.

A Polícia acredita que deve ter muito mais mulheres que foram atacadas pelo anormal, que fazia “seleção” de vítimas nas filas de empregos, prometendo trabalho em um restaurante.

As duas novas vítimas são moradoras da Capital. Uma delas tem apenas 15 anos. Elas viram reportagem de TV sobre o caso de Jundiaí e reconheceram o estuprador.

O ajudante convencia as mulheres de que sua suposta irmã tinha restaurante e precisava de moças para trabalhar. Depois levava elas até matagais, onde praticava estupro. Em Jundiaí ele escolhia as jovens em filas de emprego no Centro e caminhava com elas pela avenida Nove de Julho, até um terreno próximo da Rodoviária.

Ele ficava com o currículo das vítimas, documentos e telefones celulares, para intimidá-las, caso fossem na Polícia para prestar queixa.

Sérgio está preso, aguardando sentença da Justiça de Jundiaí. A prisão dele foi possível porque uma vítima conseguiu escapar e pedir ajuda na Delegacia de Defesa da Mulher, que acionou a Guarda Municipal para apoiar as buscas.

A CONFISSÃO
O indiciado, que já foi preso por roubos e estupros, confessou parte dos crimes. Ele disse que trabalhava no Ceasa da Capital aos finais de semana e nos dias úteis vinha até Jundiaí para praticar os crimes.

A INVESTIGAÇÃO
Desde os fatos, a delegada da Polícia Civil, Renata Yumi Ono, determinou às investigadoras diligências objetivando identificar e prender o autor.

Assim, em uma verdadeira força-tarefa, a Delegacia de Defesa da Mulher, apoiada pela Guarda Municipal, sob supervisão do inspetor Alceu Marestoni, conseguiu prender o estuprador.

Além da prisão em flagrante, Monteiro foi formalmente indiciado por mais seis estupros e cinco roubos no inquérito policial referente aos crimes anteriores, sendo que, ainda, o delegado Florisval Silva Santos, que estava de plantão no dia da prisão representou pela prisão preventiva por cada um dos crimes.