Vinhedo é a cidade com mais de 50 mil habitantes mais segura do Estado

Com o planejamento e investimentos da Prefeitura, em apoio às demais forças de Segurança da cidade, Vinhedo aparece como a cidade mais segura entre todos os municípios paulistas com mais de 50 mil habitantes, conforme demonstra levantamento produzido pelo Instituto Sou da Paz, com base nos indicadores oficiais da Secretaria de Segurança de São Paulo, divulgado nesta segunda-feira.

“O mal intencionado consegue entrar, mas fica difícil sair, pois será abordado pela nossa segurança. Quem faz a cidade boa são as pessoas, por isso trabalhamos fortemente essa questão nas escolas municipais. O estudante chega à adolescência sabendo que viver em paz é bom. É assim que trabalhamos, com ações e planejamento”, destacou o prefeito Jaime Cruz.

O Índice de Exposição à Criminalidade Violenta (IECV) tem como base o ano de 2018 e foi realizado em 139 municípios com população superior a 50 mil habitantes. No caso de Vinhedo, houve uma melhora de 57% com relação ao levantamento anterior. O último homicídio registrado na cidade aconteceu em agosto de 2017.

De acordo com IECV, a cidade mais violenta do Estado registrou 25 homicídios, 732 roubos e 52 estupros no período analisado, enquanto que em Vinhedo, nos últimos 20 meses, a média é bem inferior a um roubo por dia.

Líder do ranking, Vinhedo obteve o IECV 5,9, seguida por São José do Rio Pardo (6,0), São Caetano do Sul (6,6), Franca (8,6) e Olímpia (8,8). No município apontado pelo estudo como mais violento, o índice foi de 48,8.

Projetos e Investimentos

Conforme determinação do prefeito Jaime Cruz, a Administração Municipal tem a Segurança entre as suas prioridades, tanto que, no início de 2017, foi criado o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da segurança, um espaço que reúne todas as autoridades envolvidas com Segurança Pública no município, onde ocorrem discussões e propostas dentro do campo técnico.

E ações prosseguem, como a reestruturação das Rondas Ostensivas Municipais (ROMU), divisão tática especial da Guarda Civil Municipal, onde mais de 20 guardas passaram por um período de capacitação especializada entre os meses de março e abril, além da aquisição de uma nova viatura, e agora estão nas ruas.

Pesquisa

O risco de sofrer um crime violento caiu em 79 dos 139 municípios paulistas com mais de 50 mil habitantes que compõem o Índice de Exposição a Crimes Violentos (IECV), desenvolvido pelo Instituto Sou da Paz. A queda em 2018 alcançou 57% da mostra de municípios analisados. O índice é calculado a partir da média ponderada de três subíndices: crimes letais (homicídio e latrocínio), crimes contra a dignidade sexual (estupro) e crimes contra o patrimônio (roubo – outros, roubo de veículo e roubo de carga). O IECV no estado caiu de 19,5 para 18,7.

“Vemos uma queda grande no estado de São Paulo puxada muito pela redução dos homicídios, mas não podemos esquecer que a sensação de insegurança ou a violência sofrida pela população não é só dos homicídios. Por isso o indicador é composto por outros dados: o índice de crimes sexuais e crimes contra o patrimônio”, explicou Ivan Marques, diretor executivo do instituto. Ele chama atenção para os crimes de estupro, cujo índice avança desde 2015, passando de 28, em 2015; para 28,9, em 2016; no ano passado 31,7; e, nesta edição, 34,1.

Marques diz que houve queda nos crimes contra o patrimônio, mas destaca que os índices ainda não são satisfatórios. “Os roubos, de modo geral, também caíram, principalmente os roubos de carga, que foi uma preocupação grande no estado de São Paulo nos últimos dois anos, mas, ainda assim, a questão dos estupros e dos roubos não estão em patamares adequados ou patamares satisfatórios para a população se sentir segura em todos esses municípios”, disse.

Ranking

O Instituto Sou da Paz apresenta um ranking com os dez municípios mais expostos a crimes violentos em 2018. Itanhanhém lidera a lista, tendo alcançado uma média de 48,8, seguido por Lorena (46,3), Guaratinguetá (40,7), Mongagá (39,4), Caraguatatuba (38,5), Ibiúna (37,7), Ubatuba (34,5), Arujá (32) e Cruzeiro (31,9). Seis delas fazem parte do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) de São José dos Campos.

Por outro lado, as cidades menos expostas são: Vinhedo (5,9), São José do Rio Pardo (6), São Caetano do Sul (6,6), Franca (8,6), Olímpia (8,8), Santa Bárbara d’Oeste (9), Taquaritinga (9,3), São João da Boa Vista (9,6) e Americana (9,7). Marques disse que essas cidades guardam características comuns, como ter situações socioeconômicas homogêneas. “São territórios mais pacificados em que a ocorrência de um crime é raro”.

Ibitinga é um município que chama atenção neste levantamento por ter apresentado bons resultados na última edição e agora apresentar a maior variação positiva (83,1%), passando de 11,8 para 21,6. “Denota uma característica bastante presente das políticas públicas de segurança de um modo geral. As políticas têm efeito no médio e longo prazo na maior parte das vezes. (…) Essas oscilações no ranking demonstram descontinuidade de políticas ou desinvestimento, quebra abrupta de uma política que vinha dando certo”, avaliou.

O indicador também calcula o risco de sofrer um crime violento em 86 distritos policiais da capital paulista. O IECV caiu em 60 deles.