Fórum de Itatiba promove curso para servidoras

A Comarca de Itatiba recebeu, no último dia 9 (terça-feira), o I Workshop de Defesa Pessoal Feminina. Com auxílio da Polícia Militar, o evento foi direcionado a juízas, servidoras, funcionárias terceirizadas e estagiárias – mulheres que trabalham no fórum.

Segundo o diretor, juiz Orlando Haddad Neto, “o objetivo do trabalho é ampliar os horizontes de consciência do público-alvo no que se refere às possibilidades de ação e reação em caso de agressão ou de sua iminência”. Mesmo sendo uma primeira experiência na comarca e inteiramente voltada ao público feminino – 22 pessoas participaram da instrução –, o magistrado faz questão de ressaltar que “não há nenhuma referência a qualquer ideologia social, notadamente o feminismo”.

A ação contou com a colaboração da Polícia Militar. Os ensinamentos das técnicas foram ministrados pelo comandante do 49º Batalhão da Polícia Militar do Interior, tenente-coronel Eduardo Yasui, auxiliado pelo soldado PM Pelegrino, pelo cabo PM Amorim e pela instrutora Andrea Bonamigo. A colaboração logística ficou a cargo do agente de segurança Milton Piovesana.

A partir de movimentos de pouca complexidade e de instrumentos de uso corriqueiro no dia a dia da atividade forense, as participantes obtiveram uma visão mais ampla dos recursos de que dispõem para se defender. Entre outras situações foram abordadas a resistência passiva e resistência ativa; os pontos sensíveis e pontos vitais; o controle da distância do agressor e a leitura corporal.

“O trabalho foi uma primeira experiência que se direciona a um objetivo mais amplo, qual seja, o preparo de todos os funcionários para eventos de diferentes gravidades, desde agressões pontuais, até atentados praticados por atirador ativo”, afirma o magistrado.

Há um ano, um homem descontrolado foi preso no fórum de Itatiba, após agredir dois juízes durante o expediente forense.

 

 

Agressão no passado motivou evento direcionado às mulheres que trabalham no fórum

Na tarde de 28/3/18, dois magistrados de Itatiba sofreram agressões verbais e físicas por parte de uma pessoa. Em razão do tumulto, o juiz diretor foi chamado. À época, os magistrados registraram B.O. na Delegacia de Itatiba e o Tribunal de Justiça publicou, em seu Portal, nota externando repúdio pelo acontecido. No texto, o presidente do TJSP, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, lembrou que o respeito à função judicante advém da Constituição Federal e não retrata apenas o respeito ao juiz e sim a quem pede julgamento ou espera por ele. “Os integrantes do Poder Judiciário repudiam o ocorrido e se solidarizam com os colegas agredidos. A Presidência se coloca à disposição de todos os juízes paulistas, apoiando integralmente o livre exercício da magistratura – ato que garante ao jurisdicionado a independência e a imparcialidade das decisões.”