Comércio sente reflexos das demissões

O comércio de Jundiaí sente os efeitos das demissões nas empresas e os consumidores sumiram. A foto do radialista Adilson Freddo é uma prova de que a crise chegou para muitas pessoas e principalmente para os lojistas do Calçadão da rua Barão, no Centro.

A rua que costuma ficar lotada estava praticamente deserta na tarde desta terça-feira (19). Só os supermercados demitiram 7 mil trabalhadores em janeiro deste ano. Os dados do IBGE apontam que 12% da população ativa está sem trabalho. Os números do próprio Governo apontam que já são cerca de 13 milhões de pessoas desempregadas.

O Serasa divulgou essa semana pesquisa em que mostra que o cidadão começou a deixar de pagar as contas de água e luz, porque já não tem mais de onde tirar dinheiro.

Muitos pais de família dizem que planejam cortar planos de saúde, TVs por assinatura e a escola particular, se a situação não melhorar.

O Governo Federal diz que tem pressa na Reforma da Previdência, para voltar a investir.

Um dos comerciantes do Centro disse que está bastante preocupado com essa crise de início de ano, quando o cenário era de otimismo em dezembro de 2018. Todas as previsões foram “destruídas”, comentou.

Esperança de melhorias

O crescimento nas vendas do comércio varejista na região de Jundiaí foi de 4,7% em 2018. Já em dezembro, o faturamento foi de R$ 3,8 bilhões, alta de 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2017. Em dezembro, seis das nove atividades pesquisadas apontaram crescimento em seu faturamento no comparativo anual, com destaque para os setores de materiais de construção (12,8%); e supermercados (7%). Juntos, esses grupos contribuíram com 2,6 pontos porcentuais para o resultado final.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Na avaliação de Edison Maltoni, presidente do Sincomercio Jundiaí e Região, o ambiente econômico tende a melhorar em 2019 com os encaminhamentos e as aprovações das principais reformas, como a da Previdência e a Tributária.

“São medidas que devem contribuir para o ajuste das contas públicas e para a inflação mais controlada. Dessa forma, o mercado será alavancado por investimentos externos e internos, dando continuidade à abertura de crédito e ao aumento do consumo”, analisa.