Modelo de Jundiaí segue carreira internacional

A top model Talita Rocca é de Jundiaí e hoje segue carreira internacional de sucesso. Ela abandonou uma carreira como jornalista para se tornar modelo e tem colhido bons frutos: “Me formei em jornalismo em 2010 pela PUC Campinas e trabalhei como assessora de imprensa, e cobria eventos como repórter em uma TV no interior. Até que um dos eventos, um scouter da Mega Models tirou escondido uma foto minha, e um gestor da agência me contactou, alegando que eu tinha que seguir a carreira”.

Talita tem colhido excelentes frutos desde que trocou os releases e a publicidade pelas passarelas e as grifes. No Brasil, ela já estampou campanhas publicitárias para grandes marcas como Natura, Boticário, Hyundai, Onodera, Lojas Renner, Sofitel Jequitimar, dentre muitas outras, e nos Estados Unidos fez Dillard’s, Yandy, Purple Tea Skin, GoDaddy e desfilou no Arizona Fashion Week.

“Eu trabalho como modelo no Brasil e nos EUA. Em 2016 fui morar nos EUA com meu marido e fui aprovada pela Ford Models lá. Hoje viajo muito pro exterior para trabalhar. Só nesse ano de 2019, que mal começou, já fui 2 vezes para lá trabalhar. Valeu muito a pena aceitar trocar de profissão, não apenas pelos rendimentos financeiros, que são muito superiores aos que eu tinha antes de ser modelo, como pela profissão, que apesar dos desafios é encantadora e eu aprendi a amar de todo o coração”.

DIFICULDADES

O glamouroso mundo fashion também tem seu lado sombrio. Lindas mulheres, símbolos de beleza e sensualidade, admiradas e até mesmo desejadas em todo o mundo, passam por situações de assédio físico e moral que agora passam a ser mais conhecidas do grande público. A top model internacional Talita Rocca relata que sofreu assédio no início de sua carreira e recebeu propostas para fazer o chamado ‘book rosa’, que é uma lista de mulheres bonitas para ser acompanhantes de homens ricos:
“Logo no começo da minha carreira recebi propostas indecentes para fazer o chamado ‘book rosa’ intermediadas pela agência de modelos que eu estava. Era minha primeira agência e eu não conhecia nada do mundo da moda. Por eu ser jornalista, eles alegaram que haveria uma reunião com um pessoal de TV, algo profissional. No entanto, quando cheguei até a suposta reunião, o que queriam era me apresentar a um homem para que eu fosse acompanhante dele. Era o tal ‘book rosa’. Imediatamente recusei a proposta e afirmei que estava ali apenas para trabalhar, por interesse profissional. Foi a primeira vez que, na minha iniciante carreira de modelo na época, tive de lidar com assédio. Felizmente descobri depois que a grande maioria das agências de modelo são sérias, e saí daquela agência”.
A top model conta que casos de assédio a modelos não são incomuns: “Existem sim muitas propostas indecentes feitas a modelos principalmente no início de carreira. O book rosa é uma triste realidade, mas não é generalizado. Eu sempre me posicionei contra o assédio e contra essa prática degradante. Estamos ali para trabalhar, honestamente, e não para nos prostituir. Infelizmente algumas pessoas acham que tudo está à venda e não sabem os limites que lhe cabem. Tanto que, depois saí dessa agência, fui tratada com profissionalismo e pude fechar trabalhos com grandes marcas como Boticário, Hyundai e trabalhos internacionais”.