Prefeito defende debate sobre o futuro da água

O prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, deu entrevista para a Rádio Cidade AM e disse que defende o debate sobre o projeto de construção de uma nova represa para atender a população do Vetor Oeste.

Ele disse que o projeto não é para daqui um ano, dois ou cinco, mas a longo prazo, para “nossos filhos e netos”.

Luiz Fernando respondeu à polêmica criada no entorno da Declaração de Utilidade Pública da Fazenda Ribeirão, como área de interesse do município e ressaltou que o espaço não vai desaparecer, mas uma parcela pode ser usada para uma represa, como fizeram há 40 anos os engenheiros que prepararam a atual represa onde está o Parque da Cidade.

O prefeito Luiz Fernando Machado disse na entrevista que algumas pessoas estão confundindo  esse Decreto de Área de Interesse Público,  para divulgar “informações falsas à população”.

Ele até sugeriu que a gravação de sua entrevista seja guardada para o futuro, para mostrar que está falando a verdade e a cidade não possuí recursos de mananciais, para atendimento à população e às indústrias.

O prefeito explicou que haverá grande debate e estudos técnicos, antes de qualquer coisa. “Estamos pensando nas futuras gerações”.

Luiz Fernando lembrou ainda que recentemente o Vetor Oeste sofreu com a falta de água, porque a região possuí apenas uma adutora ligada ao Centro da cidade.

A região do Eloy Cgaves teve problemas de abastecimento com rompimento da rede na Marginal da Via Anhanguera. Não havia alternativas.

O prefeito Luiz Fernando disse que Jundiaí é referência no País todo, por ter profissionais que pensam no futuro, como fizeram com a represa do Parque da Cidade e a despoluição do rio Jundiaí. “Estamos trabalhando para as próximas gerações”, comentou.

A empresa DAE emitiu uma nota de esclarecimento à população sobre a polêmica criada na desapropriação da Fazenda localizada no Parque Eloy Chaves. Veja abaixo

Obra do Vertedouro garantiu ampliação da represa atual na Rodovia Vereador Geraldo Dias / Foto: Marco Antonio Chanchencow

 

Veja a nota:

Com relação às informações contidas no vídeo compartilhado nas redes sociais sobre a desapropriação da Fazenda Ribeirão Ermida, a DAE esclarece:
• A Fazenda não deixará de existir. A área total da fazenda é de 657.172,36 metros quadrados e será desapropriada uma área de 216.978,28 metros quadrados.
• Estudos prévios indicam que a parte histórica da fazenda não dará lugar à futura represa, preservando a memória do local.
• O projeto não colocará em risco a fauna e flora do local. Antes da construção da represa, será realizado o EIA RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), que vai tratar do levantamento de possíveis danos resultantes da represa e quais as medidas mitigatórias para a recuperação dos mesmos, assim como o levantamento das questões históricas e arqueológicas que envolvem a região.
• Não será necessária a construção de uma barragem com 50 metros de altura. As obras civis serão determinadas pelo projeto executivo a ser contratado.
• Referente ao custo da obra, vale esclarecer que R$ 300 milhões é a previsão de recurso necessário para a construção do conjunto de novas represas e Estação de Tratamento de Água do Vetor Oeste.
• A DAE salienta ainda que todos os projetos e ações realizados pela empresa são embasados e realizados por técnicos e empresas competentes e capacitados. Além disso, todas as normas municipais, estaduais e federais são seguidas.
Sobre a desapropriação da Fazenda Ribeirão, para implantação do Sistema de Abastecimento de Água denominado “Sistema Caxambu”, publicado por meio do Decreto nº 28.024, de 6 de fevereiro de 2019, a DAE esclarece ainda:
• Apesar de Jundiaí não ser uma cidade rica em mananciais superficiais, a cidade é referência nacional em saneamento graças aos projetos e ações realizados nos últimos 40 anos e que garantiram que o município enfrentasse a crise hídrica vivida pela região sudeste em 2014 e 2015, sem racionamento de água.
• O projeto para a construção do novo conjunto de represas do Vetor Oeste faz parte das ações que visam assegurar o abastecimento do município no futuro.
• O conjunto de represas foi divulgado em março de 2017, inclusive com os locais para a construção dessas novas estruturas: Rio das Pedras, Ribeirão Ermida e Ribeirão Cachoeira.
• O tema começou a ser discutido internamente pela DAE nos anos 2000, quando a empresa procurava por regiões que pudessem abrigar novas represas.
• Jundiaí não é um município rico em mananciais de superfície e a definição da área da Fazenda Ribeirão Ermida e das demais represas ocorreu virtude do posicionamento estratégico das mesmas e pelo aporte de recursos hídricos que, somados, contribuirão para o abastecimento futuro da cidade.
• Em 2015, foi contratada a empresa Tsenge e, em 2016, a Hidrostudio para a realização dos estudos hidrológicos e topográficos para definir o melhor posicionamento das represas, em função da capacidade hídrica e relevo do local e consequentemente a possibilidade de distribuição da água para a região a ser beneficiada.
• Dentro do pacote de recursos de R$ 59 milhões, provenientes do Programa Avançar Cidades, está a elaboração do projeto executivo e licenciamento ambiental de água do Vetor Oeste, composto por três novas represas e uma Estação de Tratamento de Água. Com o recurso serão elaborados o Projeto Executivo de Engenharia e Estudo de Impacto Ambiental, além da obtenção de Licença Ambiental prévia do novo sistema de abastecimento. A Estação de Tratamento de Água tem capacidade prevista de produção de 220 l/s. O investimento é de R$ 3,7 milhões, sendo R$ 3,3 milhões via financiamento e R$ 370 mil de contrapartida.