Escorpiões: construções antigas exigem atenção dos proprietários

Ambiente fresco, protegido de umidade e com acesso a alimentos , os porões das casas e dos prédios construídos nos séculos passados são ambientes favoráveis para o esconderijo dos escorpiões. Para evitar a existência desses inquilinos indesejados são necessárias medidas preventivas para eliminar os espaços onde os artrópodes possam se esconder.

De acordo com o gerente da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), Carlos Ozahata, os escorpiões passam o dia escondidos em lugares escuros, entre frestas, ou debaixo de pedras, restos de material de construção, madeiras, folhas e troncos. “As construções antigas que possuem porão, podem abrigar esses animais se não for realizada uma manutenção preventiva. No caso de porões de uso constante, é necessário que não exista o acúmulo de material. As frestas do chão e paredes devem ser reparadas. Já as casas onde o existe um vão pequeno entre o solo e o piso, o ideal é que esse espaço seja aterrado”, detalha.

A UVZ mantém monitoramento em vários pontos da cidade com registro dos artrópodes, além de realizar a captura mecânica dos animais por meio de armadilhas instaladas em pontos de verificação das galerias pluviais. Jundiaí ainda não registra acidentes com escorpiões em 2019, no entanto, em 2018 foram registradas 48 pessoas picadas pelos animais, segundo dados da Vigilância Epidemiológica.

Curiosidades
O escorpião possui visão pouco eficiente e, para sobreviver, desenvolveu cerdas sensoriais que ajudam na identificação dos movimentos e vibrações no entorno. Sua capacidade de identificação também conta com detecção química de outros animais. Carnívoro, se alimenta de outros invertebrados e de pequenos vertebrados, mas pode passar meses em jejum.

Os predadores naturais dos escorpiões são animais maiores como aves, cobras, aranhas entre outros. No Brasil, as duas espécies mais comuns em acidente são o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), – que se reproduz por partogênese – e escorpião preto (Tityus bahiensis), que durante a reprodução realiza uma dança do acasalamento (machos e fêmeas se unem pelas pinças girando). A maioria das espécies é ovovivípara (filhotes se desenvolvem dentro da mãe, em ovos que lá eclodem), mas algumas são vivíparas (possuem uma espécie de membrana equivalente a uma placenta). Após o nascimento, os filhotes se instalam no dorso (costas) da mãe até sua primeira troca de pele, quando conseguem se alimentar sozinhos.

No caso de acidente, a orientação é para que a pessoa seja levada para atendimento médico imediatamente, seja na rede particular ou pública. Em Jundiaí, as doses do soro antiescorpiônico são armazenadas no Hospital São Vicente de Paulo.