Jardim São Camilo recebe ação de bloqueio contra a dengue

Dando continuidade ao combate às arboviroses, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) juntamente com os agentes comunitários de saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS) São Camilo realizam ação de bloqueio no bairro. As medidas têm por objetivo identificar e eliminar os criadouros, bem como orientar a população sobre a necessidade de cuidado para evitar que os mosquitos Aedes aegypti encontrem ambiente adequado para proliferação. A partir de agora, período de maior transmissão das doenças, a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) divulga, semanalmente, Boletim Epidemiológico para a informação da população.

Morador no São Camilo há 18 anos, Carlos Alberto Fernandes, 62 anos, trabalha com reciclagem e se preocupa com os materiais, para evitar que se transformem em criadouros de mosquitos.

“Eu recolho o material pela manhã, seleciono e já entrego no fim da tarde. Não deixo nada acumulado em casa, pois sei o quanto sofre uma pessoa com dengue. Meu filho teve, há três anos. Não adianta somente uma pessoa cuidar do seu espaço. É preciso que toda a comunidade faça a sua parte. Esse trabalho que os agentes estão fazendo, indo de casa em casa, é importante para que as pessoas se conscientizem”, comenta.

De acordo com o gerente da UVZ, Carlos Ozahata, a partir da análise epidemiológica realizada na segunda-feira (7), os técnicos identificaram a existência de mosquitos contaminados na área.

“O resultado do exame confirmando o caso de dengue em mulher de 61 anos moradora no Jardim São Camilo chegou no final da tarde de sexta-feira (4). Ela apresentou os sintomas no final do ano passado. Com a informação foi desencadeada ação de bloqueio, com ação casa a casa – vistoria, eliminação de focos, orientação da população e busca de novos casos suspeitos. O rastreio apontou a localização de outros seis casos suspeitos, alguns com sintomatologia recente. Essa informação determina a necessidade de controle químico, realizado na manhã de terça-feira (8), nas áreas públicas do bairro”, detalha o gerente da UVZ, Carlos Ozahata.

 

Dados

Desde segunda-feira (7), a UGPS disponibiliza o Boletim Epidemiológico para a informação da população. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica (VE), com a confirmação do caso no São Camilo, a cidade contabiliza, em 2018, seis casos de dengue (três importados e três autóctones – dois São Camilo e um no Jardim das Hortênsias) e 385 suspeitos. Número ainda inferior ao registrado em 2017, quando foram registrados 10 casos positivos em 665 notificações.

Para evitar que o número de casos aumente, é necessário que a população cuide dos espaços na residência e faça o descarte de lixo e entulho somente nos locais adequados.

“Os mosquitos Aedes aegypti colocam os ovos em qualquer recipiente com água. Vale lembrar que esses ovos conseguem sobreviver por meses em ambiente seco. Por isso é fundamental descartar o lixo em sacos ou sacolas para o serviço de limpeza urbana, bem como cuidar para que as plantas não tenham pratos aparadores. As garrafas retornáveis também são pontos de criação dos mosquitos e devem ser mantidas com a boca para baixo”, orienta.

Ozahata ainda lembra que o mesmo vetor de transmissão da dengue também pode transmitir as demais arboviroses (zika, chikungunya e até a febre amarela urbana). Entre todo o ano de 2018, a cidade registrou 4 casos suspeitos de zika e 19 de chikungunya. Ambos sem confirmação. Em 2019, ainda não há registro de suspeitos.