Segunda parcela do 13º deve impulsionar as vendas de Natal

Os gastos dos brasileiros com presentes devem aumentar no Natal deste ano. É o que aponta uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), segundo a qual 14,6% dos consumidores têm a intenção de usar a segunda parcela do 13º salário para comprar presentes. Em 2017, esse percentual foi de 11,9%.

A pesquisa, feita com moradores de todas as regiões do País, também identificou que 43,9% dos consumidores pretendem usar o benefício para pagar dívidas (42,9% em 2017) e outros 19,5% devem poupar o dinheiro extra (26,2% no levantamento anterior). A segunda parcela será paga a todos os trabalhadores esta quinta-feira.

“Passadas as incertezas político-econômicas, as pessoas agora estão mais confiantes com o futuro do País e, com isso, tendem a guardar menos dinheiro na poupança. Consequentemente, elas acabam indo mais às compras”, explica Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Ele observa ainda que, embora a Black Friday tenha antecipado algumas compras, em especial as de bens duráveis, o Natal continua sendo a data mais importante para o varejo físico.

Menos indecisos
Também chama atenção na pesquisa a redução no número de indecisos, que caiu de 14,3% para 12,2% entre o ano passado e 2018, reforçando a ideia de que o consumidor está mais confiante e, portanto, mais propenso a gastar. O diretor da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí (ACE Jundiaí), Pedro Braggio, avalia como positiva esta propensão para o consumo. “As pessoas têm que curtir, sim, o final de ano, mesmo quem está com dívidas”, afirma. “A pessoa já passou por problemas o ano todo, nesta época ela tem que ter direito ao relaxamento. Mas com consciência, não pode gastar todo o 13º.”

Para quem está endividado, primeiramente é importante saber o valor da dívida e tenta negociar. Segundo Pedro, que é educador financeiro, o ideal é quitar esta dívida e resolver o problema. “Se não conseguir negociar, pega 20% do valor do décimo terceiro e curta esta época, com confraternizações e presentes de amigo secreto, por exemplo. O restante guarda para fazer uma negociação no início do ano.”

Para quem não tem dívidas, a recomendação de Pedro é usar 30% do décimo terceiro para o relaxamento e 50% guardar para as despesas de início do ano, como material escolar, IPVA, IPTU, entre outros gastos. “Recomendo guardar os outros 20% em uma poupança para começar o ano já com uma reserva financeira”, orienta. “Este planejamento será importante e pode ajudar em uma eventual necessidade ou gasto de de última ao longo do ano.”