Após casos, Zoonoses orienta sobre prevenção a escorpiões

O Jornal da Região mostrou essa semana um caso de infestação de escorpiões em residências na Vila Municipal, em Jundiaí. Em pelo menos três casas, os moradores juntaram mais de 70 escorpiões. Após a reclamação feita pelos leitores, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) emitiu um alerta preventivo.

Apesar da redução no número de acidentes com escorpiões na cidade, os riscos aumentam com a chegada do período de altas temperaturas. Em todo o ano passado foram registradas 65 ocorrências com escorpiões. Neste ano, até o dia 30 de novembro, 41. Para evitar problemas, a Zoonoses orienta sobre a adoção de medidas preventivas ambientais visando a eliminação de abrigos e fontes de alimentação. Essas ações compreendem a eliminação de abrigos e colocação de anteparos em ralos, portas e janelas para manter o escorpião longe de casa. Desde o mês de novembro, foram intensificadas ações de cuidado com os espaços públicos para evitar criadouros.D

De acordo com o gerente da UVZ, Carlos Ozahata, o uso de venenos é pouco eficaz para o combate: “A forma mais eficiente de manter os escorpiões longe de casa é mantendo o ambiente controlado, ou seja, sem espaço para alojamentos ou alimento”, detalha. Ozahata elenca o acúmulo de entulho, restos de construção, lixo e materiais inservíveis no quintal como exemplos de espaços apropriados para abrigar os artrópodes. “Esses materiais devem ser descartados de forma correta. Jundiaí conta com as coletas de lixo e os Ecopontos, que recebem entulhos e outros materiais, dando destinação adequada. Ainda é importante manter as baratas longe, já que também são alimento do escorpião”, comenta.

No interior do imóvel é necessário o uso de telas ou instalação do sistema abre-fecha nos ralos, os mantendo fechados no período fora de uso. A colocação de anteparos na parte inferior das portas, telas nas janelas e canos de escoamento das águas de chuva e vedação dos vãos e frestas também são ações necessárias para evitar a presença indesejada. “As roupas, calçados e brinquedos das crianças devem ser inspecionados antes do uso. Esses animais podem passar grande período de tempo sem se movimentar”, explica.

A Vigilância Epidemiológica (VE) informa que em caso de picada por escorpião a pessoa deve ser encaminhada imediatamente para um hospital. O tempo é fundamental para o melhor prognóstico. Vale lembrar que nem todos os casos necessitam da administração do soro. A determinação é feita pela equipe médica. Em Jundiaí, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) é responsável pela oferta do soro antiescorpiônico.

Leia mais sobre os casos relatados pelos leitores no link: https://www.jr.jor.br/2018/12/06/quantidade-de-escorpioes-na-vila-municipal-assusta/