Sindicato consegue adiar suspensão das portas giratórias

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região conseguiu adiar a votação do projeto que dispensa portas de segurança nas agências bancárias de Jundiaí. Por meio de abaixo-assinado, mensagens e conversa direta com os vereadores, o projeto foi adiado para o dia 14 de maio de 2019. Antes disso, a Câmara deve realizar audiência pública para ouvir a opinião dos trabalhadores e da sociedade.

Paulo Malerba, diretor do Sindicato, diz que o adiamento da votação foi uma vitória por conta da mobilização da categoria. “Sem dúvida toda a categoria se manifestou contra. A retirada das portas pode gerar danos irreversíveis, colocando em risco a vida de funcionários e clientes das agências”, disse.

O projeto, de autoria dos vereadores Paulo Sergio Martins e Gustavo Martinelli, pretende tornar dispensáveis as portas giratórias quando houver outros sistemas como alarmes, câmeras e vigilância. O presidente do Sindicato, Douglas Yamagata, disse que apenas essas tecnologias, previstas na lei do ano de 1983, não garantem a segurança nas agências. “Essa é uma pauta de segurança pública e não somente da segurança dos funcionários. Portanto, precisa ser debatida de forma ampla com toda a sociedade. O certo é acrescentar ferramentas de segurança e não o contrário, como querem os vereadores”, afirma.

Redução de roubos
De acordo com a Febraban, houve redução de 88,6% nos assaltos ocorridos em agências desde o ano 2000 com adesão da maioria dos municípios à instalação das portas giratórias. Em Jundiaí os números também comprovam que depois da instalação das portas, em lei municipal de 1996, de autoria do vereador Mauro Menuchi, houve redução no número de crimes e, principalmente, de mortes no ambiente bancário, algo comum antes. Em 2014, Paulo Malerba, quando vereador, ajudou a aprimorar a lei, ampliando a colocação para áreas de atendimento ao público. Segundo ele, a retirada das portas pode estimular a migração dos assaltos à luz do dia, e os assaltos em caixas eletrônicos, que costumam ocorrer de madrugada, podem se transformar em roubos durante o expediente.

“Esperamos que a população esteja atenta, assim como os bancários, e participem da audiência pública quando for agendada. O Sindicato vai apresentar dados e estatísticas de segurança que comprovam a eficácia das portas de segurança e que ainda não existe outro meio, além da detecção de metais, que impeça as pessoas de entrarem com armas de fogo nas agências. Qualquer incômodo é menor do que o risco à integridade das pessoas”, conclui Malerba.

A realização da audiência será comunicada a todos os bancários com antecedência, assim que o Sindicato for informado sobre a data.