Prefeitura firma convênio com a Mata Ciliar

A Associação Mata Ciliar, reconhecida em todo Brasil por seu trabalho com animais silvestres, agora conta com um reforço importante para continuar a sua atividade: desde agosto, a Prefeitura de Jundiaí repassa R$ 36.500,00 à entidade por meio de um convênio que promove a educação ambiental entre alunos do sistema municipal de ensino. “Gastamos cerca de R$ 75 mil por mês para manter a associação, ou seja, o convênio cobre metade das despesas”, destaca o presidente Jorge Bellix de Campos.

O convênio vai beneficiar 4,2 mil alunos dos 3ºs anos do sistema municipal com vivências do projeto “Moramos, Cuidamos, Preservamos”, desenvolvido pela Unidade de Gestão da Educação (UGE). “É muito importante ensinar desde cedo às crianças sobre a importância de cuidar bem dos animais e também do Meio Ambiente. Além de ajudar na manutenção desta importante instituição, a parceria com certeza vai contribuir também para o desenvolvimento dos nossos estudantes”, afirma o prefeito Luiz Fernando Machado.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Educação Socioambiental da UGE, Walkíria Plaza Nunes, este ano 15 Emebs serão contempladas pela atividade prevista no convênio. A participação das escolas é livre. “É importante que eles conheçam os hábitos e características dos animais e entendam também a importância de preserva-los. Durante a visita, os alunos ficam sabendo porque algumas espécies estão abrigadas na entidade e porque algumas delas podem ou não ser devolvidas ao seu habitat natural. Isso depende da sua condição física. É uma atividade muito enriquecedora”, afirma.

Para o presidente da Mata Ciliar, além da importância financeira para a entidade, há um ganho de conscientização proporcionado pelo convênio. “O trabalho abre uma possibilidade de diálogo com a comunidade, tendo os jovens como interlocutores, que é muito importante para que as pessoas se conscientizem que precisam ter mais atenção na relação com os animais. A maioria das espécies que recebemos aqui chega machucada, alguns em estado terminal, e os ferimentos geralmente são causados por esse confronto entre animais e seres humanos”, diz Campos.