Perfume importado lidera ranking de carga tributária nos presentes para os pais

Neste ano, quem presentear o pai com um perfume importado de R$ 170 vai desembolsar cerca de R$ 134,30 só de impostos, segundo levantamento realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Com 78,99% de tributos, o perfume importado está no topo do levantamento, seguido por vinho importado (69,73%), perfume nacional (69,13%), vodca e uísque, ambos com 67,03%. “Nos produtos importados, além das taxas comuns (IPI, ICMS, PIS/COFINS) é acrescentado o imposto de importação. Além disso, a alta do dólar tem pressionado o preço desses produtos”, esclarece Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Roupas e sapatos, que costumam ser os preferidos no Dia dos Pais, têm mais de 30% do preço final comprometidos com tributos. “Mesmo assim, o segmento deve ter aumento de vendas, já que o consumidor tende a aproveitar as atuais liquidações da moda Outono-Inverno”, avalia Burti.

Do ramo de vestuário e calçados, as maiores cargas são do tênis importado (58,59%) e do tênis nacional (44%). Calça jeans e sapato têm taxas de 34,67% e 36,17%, respectivamente. Para os pais mais descolados, o boné tem carga de 35,06% e, a bermuda, 34,67% ― é a mesma carga de blazer, calça de tecido, camisa de time de futebol, camisa social, camiseta e casaco de couro. Para os pais mais formais, a gravata tem 35,48% e, o terno, 34,67%.

“Celulares e aparelhos eletrônicos podem ter boa saída. E, em função das sobras da Copa do Mundo, o consumidor pode aproveitar as promoções de TVs”, diz. Algumas tributações desses produtos são: iPad importado (59,32%), TV (44,94%), telefone celular (39,8%), iPad nacional (37,79%) e microcomputador (33,62%).

O levantamento, encomendado pela ACSP ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), mostra que os presentes com menores tributações são aqueles ligados a alimentação, entretenimento e cultura, como refeição em restaurante (32,31%), ingresso para jogo de futebol e cinema (20,85%) e livro (15,52%). As taxas são menores porque não há incidência de um imposto, o IPI.

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Impostômetro em Jundiaí
Para conscientizar a população sobre esta alta carga tributária paga pela população aos cofres da União, dos estados e dos municípios brasileiros, a a Associação Comercial Empresarial de Jundiaí instalou, em julho, o painel do Impostômetro na fachada da entidade (rua Rangel Pestana, 533). Do dia 1º de janeiro até esta sexta-feira já foram arrecadados R$ 1,4 trilhão.

O presidente da ACE, Elton Monteiro, afirma que a conscientização é o primeiro passo para a população cobrar a boa aplicação do dinheiro arrecadado com os impostos. “Esperamos que o Impostômetro de Jundiaí ajude as pessoas a entenderem o quanto elas pagam de carga tributária e assim possam cobrar de nossos representantes a boa aplicação do dinheiro público em serviços de qualidade.”

A ACE Jundiaí segue exemplo da Associação Comercial de São Paulo, que implantou o Impostômetro em 2005.