Sesc Jazz traz artistas consagrados e novos do estilo à Jundiaí

O jazz envolve plateias (e as amplia) desde seu surgimento, em meados do século XIX no Mississipi, sudeste dos Estados Unidos. Marcado pela improvisação e o swing, o ritmo, que tem suas raízes na música negra, se expandiu e conquistou o mundo, absorvendo culturas e fundindo-se com outros gêneros. Sempre prezando a liberdade artística, ele está presente na programação do Sesc São Paulo desde a década de 1980 e ganha ainda mais visibilidade no estado de São Paulo com o Sesc Jazz, que, de 14 de agosto e 2 de setembro de 2018, recebe 22 atrações musicais nacionais e internacionais, em 11 unidades. Em Jundiaí os shows acontecem de 15 a 18 de agosto e apresentam ao público seis atrações nacionais e internacionais.

A programação abarca vertentes e fusões do estilo com a música erudita, blues, funk, soul, r&b, pop, rock, hip-hop, música eletrônica, samba, choro, gafieira e outras expressões regionais dos países participantes. Busca expandir esses múltiplos universos e entender como essa música, oriunda da diáspora negra, assume várias faces em cada lugar onde é interpretada.

De Cuba vem o pianista Omar Sosa, que apresenta suas referências e inspirações diversas – de clássicos afro-cubanos, passando por free jazz, música latina, tradições do Norte da África a tradicionais compositores europeus. Dos Estados Unidos, outros dois veteranos: o guitarrista James “Blood” Ulmer (foto), que começou a tocar aos sete anos em um quarteto gospel na década de 1950, depois enveredou para o jazz, o funk, o rock e o blues e ao lado de sua Memphis Blood Blues Band recebe no Sesc Jazz a participação especial de Vernon Reid, guitarrista da banda Living Colour, e o trompetista Charles Tolliver, conhecido por sua habilidade em improvisar, sob influência de cool jazz, bop e hard bop. Fechando a lista de internacionais, o pianista italiano Stefano Bollani, que volta ao país para mostrar o resultado de Que Bom, álbum de samba, bossa e jazz que combina percussão e piano.

Na mesma linha da intersecção de música brasileira com acentos jazzísticos seguem as duas atrações nacionais que completam o lineup: o coletivo Dorival, formado por Tutty Moreno, Rodolfo Stroeter, André Mehmari e Nailor “Proveta” Azevedo, em uma homenagem à obra de Dorival Caymmi, e o pianista paraibano Salomão Soares, um dos finalistas da competição de piano solo do Festival de Montreux em 2017, cujo trabalho alterna releituras de clássicos brasileiros e composições autorais.

A programação completa do Sesc Jazz acontece também nas cidades de São Paulo, Campinas, Araraquara, Birigui, Piracicaba, Ribeirão Preto e Sorocaba e receberá artistas como Archie Sheep & Ritual Trio, com Kahil El Zabar (Estados Unidos), Buika (Espanha), Fred Frith Trio com participação de Susana Santos Silva (Estados Unidos/Portugal), Henry Threadgill’s Zooid (Estados Unidos),), Isfar Sarabski& Trio Shahriyar Imanov (Azerbaijão), Now is Now, liderado pelo pianista Jason Lindner (Estados Unidos), Jupiter & Okwess (Congo), Melissa Aldana & Crash Trio (Chile), Guilherme Monteiro e Mike Moreno (Estados Unidos + Brasil), Renee Rosnes (Canadá), Time Is a Blind Guide (Thomas Strønen) (Noruega), Vijay Iyer Sextet (Estados Unidos) e brasileiros como Dom Salvador Sexteto, Itiberê Zwarg & Grupo, Iconili, e Lourenço Rebetez. Além dos shows, ótimas oportunidades para circular entre outras cidades, serão as atividades formativas com artistas e críticos musicais, nos Centros de Música do Sesc, nas unidades Consolação e Vila Mariana, e no Centro de Pesquisa e Formação.

Segundo o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, “o Sesc Jazz conecta-se à missão do Sesc em contribuir com a formação e a expansão de plateias e o pensamento artístico e cultural de seu público, oferecendo uma programação abrangente que dialoga entre o clássico e a vanguarda, enquanto promove também a circulação de músicos nacionais e internacionais pelo interior do estado”.

Mais sobre as atrações:
Charles Tolliver (Estados Unidos)
O trompetista norte-americano Charles Tolliver é conhecido por sua habilidade em improvisar, sob influência de cool jazz, bop e hard bop. Tolliver estreou na década de 1960, acompanhando o saxofonista Jackie McLean, e em carreira solo dividiu-se no comando do quinteto Music Inc e como produtor e arranjador do selo Strata-East.

Dorival (Brasil)
O baterista Tutty Moreno, o contrabaixista Rodolfo Stroeter, o saxofonista e clarinetista Nailor “Proveta” Azevedo e o pianista André Mehmari revisitam o repertório de Dorival Caymmi, por meio de improvisos jazzísticos, interpretações livres e arranjos primorosos para clássicos do compositor baiano registrados no disco Dorival.

James “Blood” Ulmer – Memphis Blood Blues Band (participação de Vernon Reid) (Estados Unidos)
O guitarrista americano James “Blood” Ulmer tocou com o saxofonista Ornette Coleman, que o introduziu ao free jazz – mas com sua guitarra iconoclasta e seu vocal soulful, Ulmer se tornou referência também em funk, rock e blues. No show, recebe o guitarrista Vernon Reid, da banda Living Colour, produtor de quatro de seus discos.

Omar Sosa Quarteto AfroCubano (Cuba)
O pianista cubano Omar Sosa sintetiza referências afro-cubanas, free jazz, música latina, tradições do norte da África e clássicos europeus em mais de 20 álbuns. Em sua discografia, destacam-se trabalhos como Ceremony, produzido por Jacques Morelenbaum, ou Transparent Water, com o percussionista senegalês Seckou Keita.

Salomão Soares (Brasil)
O pianista paraibano Salomão Soares começou a tocar sob influência de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca e Hermeto Pascoal. Em 2017, ganhou o Prêmio MIMO Instrumental e ficou entre os dez finalistas da competição de piano solo do Festival de Montreux. Além de trabalhos sozinho, tem um disco com o acordeonista Toninho Ferragutti.

Stefano Bollani (Itália)
O pianista italiano Stefano Bollani mostra Que Bom, álbum de samba, bossa e jazz com participações de Caetano Veloso, João Bosco e Jacques Morelenbaum. Essa é a terceira colaboração de Bollani com brasileiros, após Bollani Carioca (2008) e de um disco em parceria com o bandolinista Hamilton de Holanda, O que Será (2012).

SERVIÇO
SESC JAZZ- Sesc Jundiaí

De 15 a 18 de agosto de 2018

15/8 qua 19h Sesc Jundiaí (Teatro): Dorival (Brasil) – 12 anos. R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia) / R$ 9 (credencial plena)

16/8 qui 20h Sesc Jundiaí (Teatro): Charles Tolliver (Estados Unidos) – 12 anos. R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia) / R$ 12 (credencial plena)

17/8 sex 20h Sesc Jundiaí (Ginásio): James “Blood” Ulmer – Memphis Blood Blues Band (participação de Vernon Reid) (Estados Unidos) – 16 anos. R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia) / R$ 15 (credencial plena)*

17/8 sex 20h Sesc Jundiaí (Ginásio): Omar Sosa Quarteto AfroCubano (Cuba) – 16 anos. R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia) / R$ 15 (credencial plena)*

18/8 sáb 19h Sesc Jundiaí (Ginásio): Stefano Bollani (Itália) – 16 anos. R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia) / R$ 12 (credencial plena)*

18/8 sáb 19h Sesc Jundiaí (Ginásio): Salomão Soares (Brasil) – 16 anos. R$ 40 / R$ 20 / R$ 12*

* ingresso válido para os dois shows que acontecem, em sequência, nesta data

Ingressos:
Venda online de ingressos pelo Portal do Sesc e venda presencial de ingressos nas bilheterias das unidades do Sesc no Estado de São Paulo.

Limite de 4 ingressos por pessoa.

O Sesc Jundiaí fica na Av. Antonio Frederico Ozanan, 6600. Informações: (11) 4583.4900.