Hospital Universitário está com 80% dos leitos ocupados

O tempo seco e o frio têm deixado mais crianças doentes e isso reflete diretamente no atendimento dos consultórios médicos que ficam cheios e no Pronto Socorro do Hospital Universitário (H.U.) de Jundiaí. Várias mães relatam que estão usando mais os serviços de emergências. De acordo com o H.U., nesta semana 80% dos leitos estão ocupados. Em Campinas, a Unicamp suspendeu o recebimento de crianças em seu hospital, devido superlotação e orientou os serviços dos bombeiros, SAMU e ambulâncias de que não está mais aceitando pacientes.

De acordo com o Hospital Universitário de Jundiaí, atualmente há 24 leitos na instituição e 19 estão ocupados. Com a previsão de tempo seco e sem chuva para os próximos dias é fundamental que os pais deixem recipientes com água nos quartos ou utilizem umidificadores.

A pediatra do H.U.,Dra. Rosa Estela Gazeta, dá algumas dicas importantes. Segundo ela, uma das principais orientações é procurar manter o ambiente doméstico, especialmente os quartos, com um pouco de umidade. “É possível colocar uma bacia ou uma vasilha com água ou uma toalha molhada no ambiente”, sugere a médica para minimizar o clima seco que prevalece nesta temporada.

Para o maior conforto respiratório, a dica é usar sempre um sorinho nas narinas. “Ajuda a limpar as vias aéreas”, explica. “Além disso, é fundamental manter a hidratação com muita água, chás e sucos”, complementa a médica.

Outro ponto muito importante é evitar locais fechados e com grande fluxo de pessoas, pois alguns vírus são transmitidos pelo ar. A dica já é clichê, mas sempre é válido lembrar.

Com as mudanças bruscas de temperatura, é comum retirar do armário uma peça que passou um bom tempo guardada e, portanto, morada ideal de ácaros, fungos e bactérias.

“Antes de usar as roupas de frio, cobertores, edredons e outras peças que não foram usadas durante o calor, é importante lavar”, relata a médica. Este cuidado evita reações alérgicas e crises, especialmente para quem já possui problemas como asma e bronquite.

Os pais também precisam ficar atentos às atividades das crianças. No calor, é comum que as brincadeiras ocorram ao ar livre, mas com a chegada de temperaturas mais baixas, as atividades passam a ocorrer dentro de casa. E é aí que mora o perigo. “Antes de entregar brinquedos e livros que estavam guardados para as crianças, é válido limpar, remover a poeira e, sendo possível, lavar”, orienta.

Sintomas

Se por ventura a criança apresentar alguns sintomas, como febre baixa e pouco de coriza, a médica sugere para que os pais, cujos filhos já possuem orientação médica, utilizem antitérmico prescrito anteriormente, desobstrua as narinas e deem um banho morno. Feito isso, é bom monitorar e verificar se é preciso recorrer ao pronto atendimento. “Normalmente no hospital as crianças acabam entrando em contato com outros vírus, e por isso é importante evitar este ambiente, que muitas vezes pode piorar o quadro clínico”, explica. “No entanto, se não for possível a melhora com estes cuidados e a criança apresentar febre alta, estiver abatida, apresentar dificuldades respiratórias, resfriados que persistem por mais de cinco dias ou piora do quadro clínico mesmo após passar por atendimento médico, daí não tem jeito, se faz necessário o atendimento nas unidades de saúde ou, em casos mais críticos, a ida ao pronto socorro”, salienta a médica.

Enfim, a temporada exige pequenos cuidados e seguindo essas dicas simples, é possível aproveitar a estação esbanjando saúde.

Mão-pé-boca

Na região já começaram a surgir casos de HFMD (Síndrome de Mão Pé e Boca). Uma jornalista relata que já levou o filho ao Hospital Universitário por conta dos sintomas. Ele passou por atendimento mas não precisou ficar internado. O vírus causa feridas na boca e erupções nas mãos e nos pés.  Os sintomas incluem febre, dor de garganta, mal-estar, irritabilidade e perda de apetite. O vírus costuma desaparecer sozinho em 10 dias.