DIG prende o autor das mortes dos irmãos Scrico

Os policiais Gigio, Samuel e Júlio prenderam, na tarde desta terça-feira (19), no bairro do Corrupira, em Jundiaí, o comerciante Ayrton Macena dos Santos. Ele matou os irmãos Rodrigo Ladeira Scrico, de 43 anos e Ricardo Antônio Ladeira Scrico, de 46 anos, na noite de domingo, dia 10 de junho, após uma discussão em um bar da avenida Nicola Acieri.

De acordo com depoimento de Ayrton Macena ao delegado Luiz Carlos Duarte, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, os tiros foram “acidentais”, durante luta corporal com os irmãos.

Ayrton disse que houve partida de bilhar e os irmãos reclamaram que perderam para “um profissional”. O comerciante disse que fez algum comentário com outra pessoa e os irmãos partiram para cima dele, ocorrendo luta e em seguida os disparos acidentais contra as vítimas.

O delegado Duarte pediu à Justiça de Jundiaí a prisão temporária de 30 dias para reunir o máximo de provas para o processo penal. Mas pode pedir a preventiva, com o acusado ficando atrás das grades até o dia do julgamento popular.

Familiares dos irmãos que tinham uma loja de materiais elétricos no bairro do Anhangabaú, em Jundiaí, estavam revoltados com o caso, porque o autor havia ficado solto.

Ayrton Macena (foto) fugiu do local do crime e só se apresentou com o advogado Ruy Carlos do Prado, após vencer o prazo de flagrante. O acusado ficará em uma cela da Cadeia Pública de Campo Limpo Paulista.

Familiares do comerciante Ayrton Macena enviaram mensagens ao “Jornal da Região” afirmando que ele é inocente das acusações feitas pela Polícia Civil e o juiz do caso está agindo errado em manter o dono do bar preso.

Que os policiais da DIG de Jundiaí estão sendo injustos ao prenderem o dono do bar, porque “quem foi vítima foi o Ayrton Macena” e garantem que “a ficha criminal dos irmãos Scrico era grande”, tendo sido eles os criminosos e o dono do bar é vítima.

Os familiares pedem para a população não julgar o dono do bar e esperar a verdade na Justiça.

O delegado da DIG, Luiz Carlos Duarte, disse que ocorreu duplo homicídio e foi necessária a prisão do acusado para produção de provas. Tanto que a Justiça concedeu a prisão temporária.