Casa de Passagem recebe melhorias feitas pelos próprios assistidos

Considerando a imagem estereotipada das das pessoas em situação de rua, que atribui a elas a ideia depreciativa de viverem embaixo de uma ponte – e por estar a instituição localizada precisamente embaixo de um viaduto -, entende-se que o preconceito existente com esse público é agravado pelo espaço em que ele se encontra na cidade de Jundiaí.

A transformação do ambiente em um local mais humanizado, sustentável e construído pelos próprios usuários, além de otimizar o aspecto da Casa de Passagem, tende a alterar a percepção da comunidade acerca dessa população.

Tal proposta está sendo construída em conjunto: pelos usuários, voluntários e funcionários da Casa de Passagem, com o auxilio da paisagista Angela M. B. Trevisan, através da ornamentação das dependências da instituição com pintura de paredes e vasos, plantas decorativas, bancos, ervas e temperos.

Os objetivos dessa iniciativa, além de desconstruir a imagem negativa da pessoa em situação de rua e da instituição que a acolhe, são:
• Proporcionar socialização e interação saudável entre funcionários e usuários;
• Incentivar e promover o desenvolvimento do espírito cooperativo para o trabalho em equipe;
• Transformar a instituição num local mais acolhedor;
• Promover a sustentabilidade, uma vez que as ervas e temperos plantados serão utilizados para consumo na Casa;
• Estimular no usuário o sentimento de contribuição, uma vez que seu trabalho será mantido na instituição mesmo depois dele ter seguido seu destino.

A equipe envolvida agradece a todos que contribuíram com doações de plantas, vasos, bancos, pallets e livros.