Estudante denuncia motorista escolar por assédio

Uma estudante de 16 anos, da cidade de Várzea Paulista, procurou a Polícia Civil para denunciar um transportador escolar por assédio. De acordo com relato da jovem ao delegado Marcel Fehr, como ela era a última a ser deixada em casa, passou a receber ‘cantadas’ do motorista. Ela comentou com amigas o que vinha ocorrendo e o pai da jovem tomou conhecimento pelo whatsapp da filha, o que o motorista falava.

Na última viagem realizada nesta semana o motorista chegou a beijar a garota e passar as mãos em suas partes íntimas, sobre as roupas.

O proprietário do veículo que fazia transporte escolar disse ao “Jornal da Região” que ficou chocado com a denúncia e demitiu o motorista na hora.

Ele comentou que o funcionário chegou a passar por avaliação psicológica antes de ser contratado e não foi apontado nenhum problema. Também realizou um curso preparatório para transporte de estudantes e foi realizada pesquisa de antecedentes criminais na Polícia.

A Prefeitura de Várzea Paulista foi procurada para comentar o caso, já que faz a concessão dos serviços de transporte escolar, mas só vai se pronunciar após a conclusão do inquérito policial aberto pelo delegado Marcel Fehr.

A Delegacia Seccional de Polícia Civil de Jundiaí também vai acompanhar a investigação, por considerar a denúncia da garota como muito grave.

Nota da Associação

A Associação dos Transportadores Escolares de Várzea Paulista emitiu uma nota na noite desta quinta-ferira, com o seguinte conteúdo, esclarecendo: “que o ocorrido de assédio não envolveu nenhum dos nossos transportadores escolares autônomos e sim da empresa que presta serviço de transporte escolar para a Prefeitura deVarzea Paulista.

Tendo em vista que todos os nossos transportadores estão devidamente documentados e nunca tivemos um incidente desta proporção.

Sabemos que palavras não conforta a família desta jovem mas aAssociação dos transportadores escolares de Varzea Paulista se coloca a disposição para maiores esclarecimentos não podendo ignorar a nossa revolta contra este tipo de atitude.

Atenciosamente

Diretoria da ASTME”