Realidade Virtual reduz tensão na hora da vacina

Um estudo divulgado em janeiro pela Clínica Sansum, da Califórnia (EUA), concluiu que crianças que usaram óculos 3D no momento em que receberam sua vacina anual de influenza relataram ter sentido 75% menos dor e 52% menos medo do que aqueles que tomaram a vacina sem o acessório. O estudo levou em conta o relato de 244 crianças, 112 das quais tiveram acesso à realidade virtual.

Para a pediatra Dra. Daniela Cunha, da Vacine Clínica, o medo de vacinar é até maior do que a dor em si. “Quando se fala para uma criança que precisa tomar a picadinha, ela já fica nervosa. Com a realidade virtual, o ato em si fica muito mais descontraído. É bom reforçar que a dor não diminui, mas a tensão sim; A aplicação fica rápida e quase imperceptível”.

Algumas clínicas no Brasil já aderiram à tecnologia para a aplicação de vacinas em crianças e agora Jundiaí passa também a contar com essa novidade, na Vacine Clínica. “Percebemos a necessidade de inovar e oferecer aos clientes um conforto a mais. Não são apenas as crianças que ficam com medo, alguns pais também absorvem esta apreensão dos filhos”.

 

História

Enquanto a criança se prepara, ela recebe um óculos com algumas instruções. O cão Valentim a convida a ajudar no combate de alguns vírus e bactérias muito perigosos.

O herói coloca uma pedra azul chamada Gelix no bracelete da criança, justamente nesta hora a enfermeira está aplicando gelo no local da picada. Esta ação aprisiona os vilões. Depois é preciso ativar a imunidade e mandar os vírus e bactérias para outro universo. Então, uma pedra laranja, a Vulcano, é colocada junto à outra, momento em que é aplicada a vacina. “Esta interação acaba envolvendo a criança, que passa por todo o processo de forma mais divertida. Ela fica entretida na história e não percebe a picada”, reforça a pediatra.

A tecnologia estará disponível a todas as crianças maiores de três anos, acompanhada pelos pais, e não haverá acréscimo ao valor das vacinas.