Com falhas “graves”, projetos de UPAs devem ser refeitos

A Globo mostrou que as obras de muitas UPAs do País não foram entregues. Em Jundiaí também há problemas. A nova gestão da Prefeitura diz que assumiu as consequências da falta de planejamento, “herdada da administração anterior”. Por conta de falhas nos projetos de edificação de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) – cujas obras “foram paradas ainda na gestão do ex-prefeito Pedro Bigardi – a nova equipe de governo terá que refazer os detalhes de engenharia das estruturas” para retomar a construção.
O prefeito Luiz Fernando diz que segundo o Programa de Metas do governo anterior (2013-2016), havia a previsão de construção de quatro “mini-hospitais” em bairros de Jundiaí – as UPAs, com atendimento 24h, com obras financiadas com recursos federais e próprios da Prefeitura. No entanto, destes, apenas um foi concluído. “Não foi considerado nem sequer o custeio das UPAs no orçamento. Ou seja, as UPAs foram apenas peças de propaganda eleitoral, usada de forma irresponsável pelo antigo governo, e ainda por cima contendo erros graves de engenharia em seus projetos de construção”, aponta o prefeito Luiz Fernando.

Falhas estruturais
Os projetos de arquitetura das UPAs da Ponte São João, Vila Progresso e Vila Hortolândia foram submetidos à apreciação de um grupo de trabalho formado representantes da Prefeitura de Jundiaí e por membro da Associação dos Engenheiros. Os pareceres apresentados com relação às unidades da Ponte São João e da Vila Progresso indicaram erros nos projetos estruturais, o que ocasionou a suspensão das obras por 120 dias. Já a UPA da Vila Hortolândia teve as obras paralisadas pelo mesmo prazo não por erro do projeto, mas falhas na execução do que estava previsto.
Segundo o prefeito Luiz Fernando, a Prefeitura tem como prioridade a tomada de providências para evitar problemas de estrutura. “Outra medida que se mostra necessária é no sentido de buscar uma vocação para esses equipamentos de saúde”, explica.

PA do Retiro
A Prefeitura de Jundiaí também nega os boatos de fechamento do Pronto Atendimento do bairro do Retiro e condena as pessoas que estão “aterrorizando a população”.

Resposta de Bigardi
O ex-prefeito Pedro Bigardi explicou que os projetos foram terceirizados pela Prefeitura com profissionais da cidade, de renome, que ganharam licitações.
O vereador Rafael Antonucci, da Zona Leste, reconheceu em sessão da Câmara que algumas UPAs são inviáveis com custo de R$ 1 milhão cada uma para funcionamento, no momento em que o São Vicente e o Grendacc passam por dificuldades financeiras.