Posto é flagrado com combustível adulterado

A operação da Polícia Civil, que mobilizou várias instituições de defesa do consumidor neste sábado (14), em Jundiaí, resultou em flagrante de adulteração contra um posto de combustíveis da avenida Jundiaí, em frente da Unimed.

O posto que se encontrava fechado apresentou 98,27% de metanol no álcool. Ou seja, praticamente metanol puro, sendo que a tolerância máxima é de 0,5%.

No mesmo posto a gasolina apresentou 59,0 % de etanol, quando poderia apresentar um máximo de 28%. Ou seja, tinha o dobro de álcool na gasolina.

O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Luís Carlos Duarte, disse que os proprietários serão indiciados em inquérito policial e processados.

Sobre o posto estar fechado desde a véspera da operação, o delegado acredita que pode ter vazado a informação da fiscalização, já que eram muitas as pessoas envolvidas.

Foram chamados para o trabalho 30 agentes da Prefeitura Municipal, da Secretaria da Fazenda do Estado e do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM), além de duas equipes do Instituto de Criminalística de Jundiaí.

Os donos só escaparam da prisão em flagrante, mas vão ser processados por crime contra o consumidor.

Os trabalhos dos policiais civis com as equipes de fiscalização começaram às 7h30, na Delegacia Seccional, quando as equipes foram distribuídas com os nomes dos estabelecimentos que deveriam visitar.

Denúncia

A Polícia Civil pede para a população sempre fazer boletim de ocorrência quando suspeitar de adulteração do combustível, antes de qualquer coisa. Assim dá tempo de acionar a Polícia Científica para coletar amostras e  contra-provas, para análise em laboratórios especializados. Só assim é possível realizar o flagrante e prender os criminosos que enganam os consumidores. Algumas pessoas postam nas redes sociais vídeos fazendo denúncias, mas sem a prova coletada pela Polícia Civil não é possível dar andamento nas investigações. São os policiais que devem fazer esse trabalho, para permitir processo na Justiça.

De acordo com a Polícia Civil em todos os postos visitados não houve diferença de quantidade de combustível abastecido nos tanques. O IPEM aferiu todas as bombas e o que marcava no medidor era o que tinha ido para os tanques.

Reserva

Alguns consumidores desconhecem, mas os carros saem de fábrica com uma reserva a mais de espaço nos tanques.

Por isso em alguns modelos cabe mais combustível do que marca o manual. Isso gera dúvidas e até brigas em postos de clientes com frentistas, por causa da diferença a mais,  após o “click” do gatilho da bomba. Procure se informar.