Biquínis molhados podem causar problemas para as mulheres

O verão chegou. Com ele, atenção para algumas doenças: o descuido com as roupas molhadas pode causar problemas sérios de saúde. Entre eles estão as frieiras e a candidíase.

“A umidade irrita a pele de qualquer parte do corpo. Mas não só a umidade pode trazer problemas, o suor também. Portanto, quem frequenta academia, faz exercício ao ar livre ou mergulha na piscina ou no mar pode ficar com a pele irritada se não trocar a roupa molhada”, explica a ginecologista e obstetra Patrícia de Rossi, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Ela informa que a pele tem uma camada de proteção que, quando entra em contato com a água ou com o suor, fica úmida e tende a perder sua capacidade de defesa.

“A pele fica enrugada e inchada e podemos perceber como interferiu no processo de proteção. Daí, além disso, essa pele úmida é um ambiente que favorece irritações e infecções porque perdeu a defesa. O atrito causa ainda desconforto, inclusive na região íntima, que ficou em contato com o suor e pode ficar “assada”. Então temos problemas aqui: a roupa molhada, seja na praia ou na academia, causa irritação, e a umidade em contato com o corpo na região íntima (vulva) favorece a infecção por fungos. Isso acontece porque os fungos se proliferam nas regiões quentes e úmidas”, destaca a ginecologista.

Essa infecção é a candidíase, que provoca irritações, vermelhidão, ardor, coceira, sensibilidade na área genital, fissuras e corrimento.

“O melhor é evitar que isso aconteça. Para tanto, é importante trocar as roupas sempre. Nada de biquíni ou roupas de ginástica molhadas. Se for uma irritação leve, faça compressas com chá de camomila frio ou gelado no local. O chá alivia a irritação. Também é aconselhável lavar as roupas íntimas com sabão neutro se existe uma tendência a alergias. Agora, se for uma infecção por fungos, com os sintomas descritos, é preciso procurar um médico especialista”, ressalta Patrícia.

No caso da candidíase, a doença atinge 70% das mulheres pelo menos uma vez na vida.