Miguel vota contra fundo partidário e pede mobilização popular

Membro da comissão que discute a reforma política na Câmara dos Deputados, o deputado federal Miguel Haddad (PSDB-SP) votou contra o novo fundo partidário, em Brasília.

Apesar do posicionamento discordante ao texto que destina surpreendentes R$ 3,5 bilhões aos partidos políticos já nas eleições de 2018, o voto de Miguel não foi suficiente para barrar a tramitação da proposta, que agora será discutida em plenário.

“É inaceitável criarmos um novo fundo, em torno de R$ 3,5 bilhões, para campanha política. Não faz sentido faltar dinheiro para a Saúde e manter dinheiro para campanhas”, justificou Miguel.

O parlamentar ainda lembrou a calamidade vivida por estados como o Rio de Janeiro, que parcela o pagamento de funcionários públicos por não dispor de verbas.

“Os candidatos precisam compreender que os recursos estão escassos no País e que a sociedade clama por mudanças nos últimos anos. É inadmissível uma proposta como esta”, concluiu.

O deputado acha que a sociedade precisa se mobilizar contra esse projeto, que vai para votação no Congresso e precisa de 308 votos para entrar em vigor, na votação em dois turnos.

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