Vacinação em cães e gatos começa dia 19 de agosto

A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), por meio da Vigilância em Zoonoses, realiza de 19 de agosto a 6 de setembro a Campanha de Vacinação Antirrábica. Neste período devem ser imunizados 46 mil animais, entre cães e gatos com mais de três meses de idade, incluindo os que estiverem no cio ou amamentando. Os animais em tratamento precisam de autorização do médico veterinário.

Com uma cobertura abaixo do esperado na campanha do ano passado, o gerente da Zoonoses, Carlos Ozahata, lembra da importância da imunização. “Em 2016 iniciamos a vacinação com um pouco de atraso, o que pode ter levado muitos responsáveis pelos animais a buscarem a vacina por outros meios. De qualquer forma, não conseguimos mensurar o motivo da baixa participação”. A meta da Zoonoses é vacinas 80% de cães e gatos. Em 2016, foram imunizados apenas 50% destes animais.

Com os 157 postos definidos (93 fixos e 64 volantes), a UGPS pretende distribuir 35 mil cartazes pela cidade. Vale ressaltar que a sede da Zoonoses, na rua Bandeirantes, 375, na Ponte de Campinas, continua sendo um ponto permanente de vacinação que atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Nos postos volantes a vacina será disponibilizada de segunda-feira a sábado, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30, sendo importante checar os horários que podem variar de bairro a bairro.

Para o correto transporte dos animais, Ozahata recomenda que sejam levados por um adulto. No caso dos cachorros em coleira ou guia e para os gatos em fronhas ou saco e estopa. Não são fornecidas vacinas para aplicação em casa.

Jundiaí não registra casos de raiva em animais desde a década de 1980. Porém existe um ciclo de transmissão da doença por algumas espécies de morcegos (último caso foi registrado em 2015) que, embora importantes para algumas funções ecológicas, podem introduzir a doença para animais domésticos com que tenham contato.

Ozahata conclui lembrando que Campinas registrou três casos de raiva nos últimos três anos (2014, 2015 e 2016), o que coloca a região em alerta. “Esperamos que os responsáveis pelos animais tenham consciência da importância da imunização”, acrescenta.