Nick morreu enforcado no petshop em Jundiaí

A leitora Izabelle de Paula procurou a polícia na tarde desta sexta-feira para registrar boletim de ocorrência após a morte de seu cão. O cão foi deixado no pet em nome de Simone Navarro.

Ela contou a reportagem que o animal foi levado até o petshop no Eloy Chaves, em Jundiaí, para banho e tosa. Algum tempo depois ela recebeu um telefonema do estabelecimento e foi avisada da morte de seu cão.

Funcionários contaram que o animal foi deixado preso em cima de uma mesa e que ele teria ficado sozinho por um instante. Quando voltaram, viram que ele havia pulado da mesa e se enforcado.

Responsável divulga nota de esclarecimento

Após a repercussão da morte de um cachorrinho em um petshop do Eloy Chaves, a responsável pelo setor de banho e tosa do petshop divulgou nota sobre o ocorrido. LEIA NA ÍNTEGRA ABAIXO

“Sou responsável pelo banho e tosa. Só gostaria de esclarecer alguns fatos, sei que isso não muda em nada o que aconteceu. Sei que para a dona do Nick a perda foi muito grande, porém para mim também. Todos estão falando que foi maus tratos, que o cão foi judiado, entre outras coisas. O que todos se esquecem é de procurar saber como o outro lado está. Pode não parecer mas estou tão triste e chateada com tudo isso. Nunca pegaria um Dog com a intenção de matá-lo. Tudo aconteceu muito rápido. Eu como dona fico na parte dos transportes e tenho as funcionárias para me ajudar. Trabalho na área pet há 17 anos e faço por amor carinho e respeito pelos animais. Jamais faria isso intencionalmente. A funcionária que deixou ele sozinho infelizmente foi despedida. Prefiro não correr o risco de acontecer novamente, porém ela também está muito abalada. Só peço a consideração de publicar uma nota em minha defesa para se ter os dois lados da história. Estou me sentindo uma monstra da pior espécie. E tenho total consciência da dor que a proprietária está sentindo, porém responder por um crime já é bem doloroso, principalmente porque amo de mais os meus clientes e sei que muitos também me amam. Tenho clientes e os cães pulam sozinhos no meu carro, porém fica chato com todo mundo me julgando sem nem saber direito o que aconteceu. Nunca busquei um cachorro com a intenção de matar, mas por um triste destino aconteceu e justo comigo. A tristeza é imensa, não pelos bens materiais mas por saber que aquele festeiro não vai mais estar comigo. Eu também amava ele, claro que não como os proprietários mas como a tia que dava banho frequentemente.”