Polícia Civil fecha fábrica de drogas sintéticas

A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Jundiaí fechou, nesta sexta-feira (21), uma fábrica de drogas sintéticas que fornecia maconha 50 vezes mais potente que a tradicional. A droga era modificada geneticamente, para atender clientes de festas eletrônicas. O trabalho durou seis meses. O chefe dos investigadores, Leandro Basson, explicou que um policial teve de se infiltrar no grupo, como se fosse cliente, para chegar aos responsáveis, já que a “empresa” só atendia pessoas conhecidas.

A “Operação Marley” teve início com as prisões de dois homens em uma casa no bairro do Eloy Chaves, em Jundiaí. Foram apreendidos 14 quilos de skank (a maconha modificada), comprimidos de ecstasy, haxixe e LSD, além de duas armas. Os presos são Felipe Carneiro de Freitas, de 26 anos e Fernando de Melo Ferreira, de 24.

Foram apreendidos pelos investigadores comandados pelo delegado Antônio Seleguin Júnior três veículos, sendo um Land Rover, Ford Ranger e um Kia Optima.

Em Jarinu os policiais localizaram a fábrica em uma casa, adaptada com estufas e produtos químicos para acelerar a produção, com separações por níveis de qualidade. Existe a suspeita de que algum biólogo tenha colaborado com o grupo. As investigações prosseguem.

Em Cajamar os investigadores da divisão de narcóticos acharam mais skank e LSD.

O delegado Seccional da Polícia Civil em Jundiaí, Luiz Carlos Branco Júnior, parabenizou a equipe e disse que o objetivo dos policiais é localizar os “chefões” do tráfico e identificar os sistemas de distribuição na região. A população pode ajudar denunciando algo suspeito pelo telefone 181.

Veja o vídeo de como funcionava a fábrica

Felipe, de 26 anos

Fernando, de 24 anos

Armas apreendidas

Os 14 quilos de maconha sintética (skank), apreendidos pela Polícia Civil

As sementes eram importadas do Exterior

Para crescerem em uma estufa com processo de aceleração

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