Justiça bloqueia bens de várias pessoas de Cajamar

As investigações de irregularidades envolvendo o Hospital Municipal de Cajamar não param. A ação da Justiça já mobilizou as polícias Civil e Federal. Dessa vez foi expedida ordem de bloqueio dos bens da prefeita Paula Ribas de Andrade, do diretor de Finanças do município, Reinaldo dos Santos e dos diretores da Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias (Fenaesc), Organização Social que administra o hospital.

De acordo com a Justiça de Cajamar estão indisponíveis os bens dos investigados até a conclusão dos processos denunciados pelo Ministério Público.

Estão bloqueados os bens dos envolvidos como os imóveis, veículos e recursos financeiros em Cajamar e em Jundiaí.

Do diretor de Finanças Reinaldo dos Santos, a Justiça bloqueou qualquer transferência de um Audi A3, moto e dinheiro disponível em conta bancária.

Da prefeita Paula Ribas foram bloqueados imóveis e recursos das contas bancárias. Dos diretores da Fenaesc, um Jeep/Renegade, Toyota. Hyundai, Kawasaki, Ford Royale e dinheiro de contas bancárias, para garantia de pagamento ao erário público de recursos estimados em cerca de R$ 2 milhões, sem considerar o que pode surgir nas próximas investigações.

Denúncia do MP

O processo contra a Fenaesc teve início com uma denúncia da própria equipe da prefeita Paula Ribas, à Justiça de Cajamar. A equipe de Finanças identificou que mensalmente as verbas para manutenção do Hospital Regional eram destinadas, mas os funcionários e fornecedores não recebiam os pagamentos.

Durante as investigações do Ministério Público descobriu-se uma empresa que é apontada como “laranja”, para recebimento de contas superfaturadas, denominada de “Livramento”, com cobranças em dobro dos custos operacionais.

Essa empresa pagava as contas normais do hospital e da equipe médica e, o restante do dinheiro seguia para contas particulares de administradores, com denúncia de envolvimento até mesmo do deputado e pastor Marco Feliciano, por ter recebido verbas do esquema apurado, em sua empresa. Os envolvidos da Fenaesc teriam pago até o aluguel de R$ 70 mil da igreja Adalpha, que eles frequentavam, com dinheiro público desviado.

A Justiça determinou a prisão dos diretores da Fenaesc. As operações de transferência foram identificadas através de cruzamento dos extratos das contas correntes.

Diz a Justiça que a prefeita Paula Ribas e o diretor de Finanças, Reinaldo dos Santos, foram omissos com relação aos pagamentos, que não foram cessados, apesar das denúncias apresentadas.

Outros nomes e outros fatos podem se tornar público conforme o andamento do inquérito requisitado pelo Ministério Público de Cajamar.

A Justiça de Cajamar determinou a cassação do mandato da prefeita Paula Ribas, mas ela recorreu às instâncias superiores.