Policial Civil causa confusão e mobiliza 8 viaturas da PM | JORNAL DA REGIÃO

Policial Civil causa confusão e mobiliza 8 viaturas da PM

Um policial civil de 38 anos causou confusão no Frango Assado da Via Anhanguera, em Louveira. Ele discutiu com uma funcionária do “Sem Parar” e ameaçou prender a jovem balconista de 20 anos. O delegado Marcos Luchesi Farias chegou a solicitar à Polícia Militar a realização de teste do bafômetro para verificar as condições do policial. O exame foi feito seis vezes, porque em quatro vezes o primeiro equipamento estava com defeito. Nos outros dois exames, com novo equipamento, foram constatados a embriaguez.

O próprio policial – denunciado por embriaguez ao volante e abuso de autoridade -, achou exagerada a mobilização de oito viaturas da Polícia Militar por causa de uma “discussão”.

De acordo com o boletim de ocorrência o policial civil foi ao posto do Sem Parar do Frango Assado para cancelar o equipamento do carro do pai dele. Depois de feito esse procedimento, tentou habilitar um novo, que estava em mãos, e a funcionária disse que não era possível e deveria ligar na Central do 0800.

A partir daí há versões conflitantes, segundo relato em seis páginas do boletim de ocorrência elaborado pelo novo delegado de Louveira.

O doutor Marcos Luchesi Farias qualificou a funcionária do Sem Parar por desacato, conforme informações do policial civil, de que foi ofendido pela jovem.

O delegado qualificou o policial civil primeiro por embriaguez ao volante, já que foi de carro até o posto do Sem Parar e exalava odor alcoólico. Foram feitos os testes de bafômetro que comprovaram a embriaguez ao volante. Só não foi possível realizar o exame de sangue porque o agente se recursou alegando que é Testemunha de Jeová e sua religião não permite.

O policial civil também responderá por abuso de autoridade porque, durante a discussão, ameaçou prender a funcionária do Sem Parar, ameaçou fechar o posto de atendimento, mandou outros clientes da fila irem embora, além de toda a confusão que teve, com a mobilização da Polícia Militar.

O delegado também requisitou as imagens das câmeras de monitoramento do Frango Assado, para o trabalho de investigação da Polícia Civil e encaminhamento do caso para a Justiça.

O delegado Marcos Luchesi pediu à Polícia Militar, que foi a primeira a chegar no local dos fatos, para apresentar os depoimentos de cada soldado que atendeu a ocorrência, por meio do B.O.-PM.

 

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