ESTREIA: Pega Pega promete diversão às 19 horas

Na próxima segunda-feira, dia 29, a Globo estreia sua nova novela das 19 horas, a “Pega Pega”. Tudo começa com o roubo ao Carioca Palace, hotel cinco estrelas, que deflagra uma série de acontecimentos, virando de cabeça para baixo a vida dos personagens.

Na novela tem o amor arrebatador do empresário pela herdeira do hotel, que é posto à prova por conta do assalto. Quatro funcionários que nunca pensaram em ser ladrões se envolvem no crime milionário, perdendo a paz e a tranquilidade; um ricaço se vê sem nenhum centavo, tendo que se adaptar à nova realidade; e a policial que investiga o caso se apaixona por um dos meliantes, sendo correspondida por ele. O assalto, em que US$ 40 milhões são levados do cofre do hotel, causa todo este rebuliço, fortalecendo relações e valores e discutindo ética com humor e leveza.

Primeiros capítulos

Ambientada no Rio de Janeiro, a trama de Claudia Souto é uma comédia romântica policial com direção artística de Luiz Henrique Rios. O Carioca Palace une os protagonistas Eric Ribeiro (Mateus Solano) e Luiza Guimarães (Camila Queiroz), que se apaixonam à primeira vista. Ele, um empresário viúvo, pai da adolescente Bebeth (Valentina Herszage), íntegro e muito bem-sucedido em seus negócios, mas que guarda um segredo em seu passado. Ela, a herdeira do hotel de luxo, moça cujo sonho é administrar o local, onde vive com o avô, Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso). O casal se conhece em Foz do Iguaçu, numa artimanha do destino. Sem a ciência e o consentimento da neta, Pedrinho (Marcos Caruso) vende o hotel a Eric (Mateus Solano) e pede a Luiza (Camila Queiroz) que leve os documentos da venda ao empresário. Ao se olharem, um interesse mútuo surge. “É uma paixão à primeira vista, um sentimento forte que os une. E os desdobramentos da trama que acontecem em Foz fortalecem a união entre eles”, conta a autora.

Se o Carioca Palace os uniu, também vai separá-los, ainda que momentaneamente. Apaixonado, Eric decide abrir o jogo à amada sobre a venda do hotel apenas num momento oportuno, o qual parece nunca surgir. No dia de sua festa de 25 anos, comemorada com um grande baile nos salões do Carioca Palace, o cofre do hotel é roubado e Luiza (Camila Queiroz) leva uma rasteira do destino: acaba descobrindo por vias tortas que Eric (Mateus Solano) é o novo dono do hotel e que está falida. Como se não bastasse o baque, Luiza  tem outra decepção: Eric é apontado injustamente como suspeito do assalto e acaba preso.

O roubo, na verdade, é praticado por quatro funcionários do hotel: o concierge Malagueta (Marcelo Serrado), o garçom Julio (Thiago Martins) e o casal formado pela camareira Sandra Helena (Nanda Costa) e o recepcionista Agnaldo (João Baldasserini). Pessoas comuns, trabalhadores, que nunca pensaram em roubar, mas, movidos por diferentes razões, decidem dar o grande golpe. Na caça aos criminosos, a inspetora de polícia Antônia (Vanessa Giácomo) assume o caso. Muito racional no trabalho e com um aguçado senso de justiça, ela não tem controle sobre os assuntos do coração e, sem saber, acaba se apaixonando por um dos autores do assalto, Julio (Thiago Martins). “Júlio e Antônia formam um casal improvável, vítimas de mais uma armadilha do destino”, observa o diretor Luiz Henrique Rios.

O Carioca Palace e o grande baile de Luiza

Festa de arromba tem revelações

Gerido por Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), o Carioca Palace não passa por seu melhor momento. Com dívidas e falta de investimentos, o cinco estrelas de Copacabana apresenta sinais de que parou no tempo, apesar da imponência. E a festa de 25 anos de Luiza (Camila Queiroz) é vista por ele como uma despedida do local, uma vez que, com os 40 milhões de dólares da venda do hotel, Pedrinho (Marcos Caruso) planeja se mudar para Nova Iorque, acompanhado da neta e do fiel mordomo Nelito (Rodrigo Fagundes), irmão da inspetora Antônia (Vanessa Giácomo), sem se importar com o que o novo dono, Eric Ribeiro (Mateus Solano), fará do imóvel.

O locomotiva da sociedade carioca, Pedrinho (Marcos Caruso) é um playboy que  herdou o hotel da família e nunca o viu como um negócio, mas como um meio de gastar e esbanjar. Deu várias festas, fez inúmeras viagens, namorou muitas mulheres, foi paparicado por celebridades mundiais e agora, diante da má situação em que o hotel se encontra, vê a venda como uma luz no fim do túnel. Mas, para driblar as burocracias, Pedrinho exige que Eric (Mateus Solano) faça o pagamento em dinheiro e o coloque em quatro malas, guardadas por uma noite no cofre do Carioca Palace. Diferentemente do avô, Luiza (Camila Queiroz) sonha em ficar à frente do hotel, administrá-lo de forma correta. Sem vocação para dondoca, ela quer trabalhar e ver o seu “palácio” crescer e voltar a ser o que era, símbolo de glamour e sofisticação.

É Pedrinho quem organiza a grande festa nos salões do Carioca Palace. Luiza está ainda mais linda e radiante, principalmente pela presença de Eric. Porém, o avô se preocupa com a aproximação do casal, não vendo o romance com bons olhos, pois conhece uma mácula no passado do empresário. Tudo maravilhoso até que o sonho de Luiza se torna seu maior pesadelo. O hotel é roubado durante a festa e ela se sente traída pelo avô e pelo grande amor, ainda mais depois das acusações de Pedrinho sobre Eric ser o autor do assalto. Mesmo sem chão, diante de tantos golpes, a moça guerreira decide recomeçar a vida. Sem dinheiro, Luiza e Pedrinho vão procurar abrigo entre os amigos ricos, que lhes viram a cara. Quem os ajuda é Nelito (Rodrigo Fagundes), que os abriga em sua casa e continua enchendo o ex-patrão de mimos.

Trabalhando com o inimigo

Funcionários do hotel executam o plano e levam o dinheiro

Convidados, hóspedes e funcionários. Todos são suspeitos do roubo do Carioca Palace para a polícia, que, diante da única pista – um par de óculos com a lente descascada, deixado pelo ladrão no chão do salão – se debruça sobre as investigações. O objeto usado pelo meliante foi encontrado por Bebeth (Valentina Herszage), filha de Eric (Mateus Solano), na noite da festa. No dia seguinte, Eric, distraído, põe os óculos e é fotografado pelos jornais. A polícia confronta as imagens da imprensa com as das câmeras de segurança, e o empresário é preso. O objeto, no entanto, é de Malagueta (Marcelo Serrado), o mentor do roubo.

Ao descobrir que o Carioca Palace será vendido e que as malas ficarão no cofre, o concierge alicia os colegas de trabalho, mostrando-lhes a possibilidade de serem milionários. Sandra Helena (Nanda Costa), Agnaldo (João Baldasserini) e Julio (Thiago Martins) a princípio hesitam, mas depois topam participar do roubo. Ardiloso, o concierge, que sabe os pontos fracos do hotel, distribui as tarefas. Tudo sai como o planejado, porém, uma pergunta atormenta os ladrões: como vão usar o dinheiro sem levantar suspeitas? O jeito é esconder a grana e continuar com a vidinha simples  de funcionários do hotel,  torcendo para  que  Eric (Mateus Solano)  decida  vendê-lo. Mas eles não contavam com dois deslizes: os óculos deixados no chão do salão e Maria Pia (Mariana Santos), assessora pessoal de Eric, que flagra Malagueta (Marcelo Serrado) no transporte das malas.

Sem nunca terem se envolvido em nenhum crime, os ladrões são levados a praticá-lo por contingências da vida – Sandra (Nanda Costa) acredita que está grávida de Agnaldo (João Baldasserini), que não tem como sustentar um filho;  Julio (Thiago Martins) é arrimo de família e está com ordem de despejo; Agnaldo (João Baldasserini) está cansado da vida medíocre que leva; e Malagueta (Marcello Serrado), quer provar ao pai, presidiário – com quem tem uma relação afetiva bastante conturbada – que pode ser melhor do que ele. Entretanto, os larápios se deparam com a decisão de Eric (Mateus Solano), após ser solto, de manter o Carioca Palace, sem demitir os funcionários.

Se antes a ideia do empresário era se desfazer do hotel, após a sua injusta prisão, ele opta por ficar com o Carioca Palace e se muda para lá com a filha Bebeth (Valentina Herszage). É a menina quem o convence da mudança, mostrando-lhe que acabar com o hotel e dispensar os funcionários seria uma atitude cruel. Bem adaptada ao local, circulando entre os trabalhadores e fazendo pequenas tarefas, Bebeth se realiza, e Eric comemora o bom momento da adolescente, estreitando a relação dos dois. Esta também é uma forma de o empresário tentar reconquistar Luiza (Camila Queiroz), provando a ela o seu amor e interesse em manter o Carioca Palace, tão importante na vida da amada. Enquanto isso, resta aos ladrões continuar trabalhando para não levantar suspeitas e bolar outro plano para conquistar, finalmente, a vida de milionários, usufruindo do dinheiro roubado.

Eric e Bebeth: Afeto X Dinheiro

A relação complicada de pai e filha

No mundo de Eric (Mateus Solano), só o trabalho interessa, os negócios estão em primeiro lugar, à frente, inclusive da única filha, a adolescente Bebeth (Valentina Herszage). Apesar de ambicioso, ele é correto e não tolera negociatas. Sua fortuna vem em parte do patrimônio herdado dos pais e também da herança da mulher, Mirella (Marina Rigueira), multiplicada por ele. Eric cobre a filha de mimos, sendo que o que a menina mais quer é carinho, atenção, proteção e limites. O empresário sofreu muito com a perda de Mirella e sofre com a relação que tem com a filha. Ele ama Bebeth, porém, não sabe demostrar, e leva um golpe a cada fuga da garota. O empresário se afunda na própria fortuna. “O dinheiro nunca o decepcionou, pelo contrário, o dinheiro o ama e se multiplica nas mãos dele. Por isso o empresário se refugiou nos negócios”, explica a autora.

Diferentemente do pai, Bebeth (Valentina Herszage) não liga para dinheiro, não gosta de morar sozinha numa casa suntuosa, romantiza a pobreza e foge para ser notada por Eric. Bebeth vive os efeitos colaterais de um trauma do passado: ela presenciou a morte da mãe num acidente de carro quando ainda era uma criança. Isso a abalou e fez com que desenvolvesse um estresse pós-traumático.

A relação de pai e filha é tumultuada, mas se aquieta quando Eric decide se mudar para o Carioca Palace, a pedido da menina, e Bebeth descobre a vida nos bastidores do hotel, o dia a dia dos funcionários, com os quais ela trava uma sincera amizade. Outro grande suporte de Bebeth é o namorado Márcio (Jaffar Bambirra), jovem que trabalha numa companhia de teatro de bonecos e que entende os problemas da namorada, respeitando-a e apoiando-a. É o rapaz quem alerta Eric sobre as consequências do trauma de Bebeth, que o próprio pai finge não ver.   

Maria Pia, uma pedra nos sapatos de Eric e Luiza

Vilã nutre paixão platônica pelo empresário e quer destrui-lo para receber seu amor

Para Maria Pia (Mariana Santos), é Deus no céu e Eric Ribeiro (Mateus Solano) na terra. Desde adolescente, ela nutre uma paixão platônica pelo empresário. Eles estudaram juntos na Europa e ela sempre foi a sombra dele, abdicando de crescer profissionalmente para se tornar assessora pessoal do empresário a quem idolatra. Ela sabe de todos os passos do viúvo e acha que um dia terá o seu amor.

Sem querer, Maria Pia é peça importante no roubo do Carioca Palace. Ela flagra Malagueta (Marcelo Serrado) levando as malas e, em vez de denunciá-lo, se torna uma aliada do vilão. Vinda de um família rica, seu objetivo não é o dinheiro, mas a ajuda do concierge para acabar com Eric e depois estender-lhe a mão, a fim de que o empresário reconheça o seu valor.

Quando descobre a relação de Eric e Luiza (Camila Queiroz), Maria Pia espuma de ódio. Além de tentar revelar a Luiza que Eric é o novo dono do Carioca Palace, em plena festa da rival, a vilã se passa por amiga e se aproxima da neta de Pedrinho (Marcos Caruso). Enquanto estão juntas, Maria Pia aproveita para envenená-la sobre Eric, dando a entender que o empresário prioriza o dinheiro, tem caráter duvidoso e que pode, sim, ter culpa no assalto. Luiza passa então a desconfiar ainda mais dos sentimentos de Eric por ela, fazendo com que a vilã brade vitória.

Apesar de tentar uma relação amistosa com Bebeth (Valentina Herszage), Maria Pia não suporta a adolescente e vice-versa. Não à toa, a menina a chama de ‘Maria Pilha’ e abomina o tratamento da vilã com os funcionários do hotel e subalternos em geral, sempre maltratando-os e destratando-os.  Mas, na verdade, ela é uma mulher frágil e carente. Com a autoestima baixa, Maria Pia cura suas frustrações na comida, sendo muito criticada pela própria mãe, Lígia (Angela Vieira), dondoca superficial que acredita que, fora de forma, a filha nunca conseguirá o que quer. Nem o pai, o desembargador aposentado Athaíde (Reginaldo Faria), a compreende. A única fonte de afeto de Maria Pia é Madalena (Virgínia Rosa), cozinheira da família, a quem a vilã trata com extremo carinho e atenção.

Há anos trabalhando na casa de Lígia e Athaíde, Madalena  tem sempre uma palavra amiga a Maria Pia, mas guarda uma grande dor no coração: o sumiço do filho Tidinho (David Junior), ainda criança, quando o pequeno estava na praia com o pai, Cristóvão (Milton Gonçalves). Alcoolizado, o pai dormiu e, quando acordou, não soube mais do paradeiro do garoto. O casal se separou e Madalena nunca o perdoou. Cristóvão trabalha com serviços gerais no Carioca Palace e se aproxima de Bebeth (Valentina Herszage) quando ela vai morar no hotel.

Conexão Suíça Brasil

 

Sabine Favre chega ao Rio para atazanar Eric

 

O mar de Eric (Mateus Solano) não está mesmo para peixe. Preso injustamente pelo roubo do Carioca Palace e longe de Luiza (Camila Queiroz), ele se depara com mais um problema: a chegada de sua sócia, Sabine Favre (Irene Ravache), radicada na Suíça e que veio da Europa por conta do escândalo envolvendo a empresa deles. A famigerada mulher chega no dia em que Eric é solto.

Viúva do sogro de Eric e madrinha de  Bebeth (Valentina Herszage), Sabine  não suporta o empresário e não dá bola à afilhada. Ela só tem olhos para o filho Don (David Junior), rapaz adotado ainda bem pequeno em condições não legalizadas no Brasil. Don teve a melhor educação europeia e hoje ocupa um cargo de confiança na empresa, mas, para Sabine, o lugar do filho é na cadeira de Eric. Só que, diferentemente da mãe, ele não pensa em prejudicá-lo e tem um senso de justiça apurado.

Arrogante ao extremo, Sabine  tem horror ao Brasil e alardeia esta repugnância em seus discursos, tanto é que cabe a ela os negócios da empresa na Europa, enquanto Eric fica à frente de tudo por aqui. Mas existe uma pessoa capaz de esquentar o coração da suíço-brasileira. Ele é Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso). Nos áureos tempos, o playboy e Sabine  tiveram um romance mal resolvido que ainda hoje mexe com ambos. Pedrinho quer reconquistá-la, apesar dos foras da ex, que, no fundo, sente a falta dele.

Quem também não fica nada contente com a chegada de Sabine é Lígia (Angela Vieira), mãe de Maria Pia (Mariana Santos). Na juventude, as duas disputaram o amor de Pedrinho, e Lígia saiu perdendo, o que lhe causa o maior recalque.

Amor bandido

Pode um grande amor sobreviver a uma grande mentira?

Julio (Thiago Martins) é o tipo de rapaz que toda sogra quer ter como genro: bom moço, trabalhador, correto, “família” e educado. Na vila da Tijuca, onde mora com as tias Elza (Nicette Bruno) e Prazeres (Cristina Pereira) e o cachorro Sherlock, esses atributos se propagaram, e o rapaz é visto como um homem acima de qualquer suspeita. Entretanto, o garçom do Carioca Palace esconde um desvio grave: é um dos autores do roubo do hotel e se arrepende de ter participado do plano que marca a sua vida para sempre.

Na iminência de ser despejado de sua casa com as tias, Julio não vê outra alternativa a não ser entrar na roubada. Não bastasse esta cilada, o destino continua pregando peças no garçom. Ele se apaixona justamente pela inspetora de polícia linha-dura Antônia (Vanessa Giácomo), cuja maior característica é ser incorruptível, e que não medirá esforços para encontrar o culpado pelo roubo no hotel. Apesar de terem personalidades bem distintas – enquanto ele é mais frágil, ela é determinada -, o amor dos dois cresce, o que faz com que o garçom arrependido viva um grande dilema: contar ou não contar a Antônia o que fez na noite do baile?

Tanto Nelito (Rodrigo Fagundes), irmão de Antônia (Vanessa Giácomo), responsável por apresentá-los, quanto as tias aprovam o romance, mas a torcida contra também é grande. Do lado de Julio, seus cúmplices no roubo não veem o namoro com bons olhos, temendo o pior; a camareira Cíntia (Bruna Spínola) também não gosta nada, uma vez que sonha cair nos braços do garçom. Do lado de Antônia, a desaprovação vem de Domênico (Marcos Veras), inspetor de polícia, que “arrasta um avião” pela colega de trabalho.

 Pimenta Malagueta

Um concierge ardiloso e cheio de tempero

Ardiloso, astuto, sagaz, calculista, aquele que circula bem entre todas as rodas e sabe o que quer. O concierge Vitor, vulgo Malagueta (Marcelo Serrado), como todos o conhecem, é um vilão por acaso, o chefe dos ladrões que são tão amadores quanto ele. Mas o seu charme encanta e ele sabe levar os outros “no bico”. Malagueta tem com Agnaldo (João Baldasserini), Julio (Thiago Martins) e Sandra Helena (Nanda Costa) uma amizade acima de qualquer suspeita, por isso confia neles para executar a façanha.

Mentor do roubo de 40 milhões de dólares, ele tem sempre uma carta na manga, ou melhor, um dardo no bolso, objeto que considera um talismã e que lhe traz sorte. Foi o dardo, inclusive, que o permitiu desligar o sistema de segurança do cofre. O objeto é peça fundamental na construção do personagem, que busca a precisão em seus atos. Precisão e aceitação.

Malagueta (Marcelo Serrado) elabora o roubo por ambição e para provar ao pai, Timóteo (Cacá Amaral), presidiário, ex-líder de uma quadrilha que assaltava caixas eletrônicos, que é muito melhor do que ele. O concierge nunca compactuou com as ideias de Timóteo de ganhar a vida dando golpes, mas, internamente, em busca de sua aceitação, Malagueta põe em prática o roubo do Carioca Palace e joga na cara do pai que eles são parecidos em muitos aspectos, no entanto, a diferença está na inteligência.

Ao saber que Maria Pia (Mariana Santos) o flagrou no assalto, Malagueta não se acovarda.  Os dois se tornam cúmplices em busca de seus propósitos, mas a proximidade da dupla, com direito a muitas verdades e alfinetadas de ambos os lados, faz brotar uma relação intensa.

Respeitável público, o teatro de bonecos vai começar!

A família Borges e sua companhia Serrote  

O teatro de bonecos é uma arte ancestral e o sustento da Família Borges, composta pelo casal Borges (Danton Mello) e Tereza (Dani Barros) e pelos filhos Márcio (Jaffar Bambirra) e Drica (Leandra Caetano), todos artistas bonequeiros. Eles são os donos da companhia Serrote e ganham a vida confeccionando e manipulando os bonecos, difundindo a arte que surgiu no Oriente.

O patriarca  Borges (Danton Mello) é um idealista e não aceita qualquer tipo de trabalho. É fiel ao ofício de bonequeiro, que tanto ama e acredita, mesmo que a companhia, tão premiada, não esteja conseguindo arrecadar o suficiente para manter a família. Talentoso, ele desenha, molda e talha os bonecos.

Com a falta de oportunidades, o grupo passa por dificuldades financeiras e quem segura as despesas é Tereza (Dani Barros). A mulher respeita as convicções do marido, mas o filho mais velho, Márcio, confronta o pai, alegando que arte não paga contas e que eles precisam se reinventar, fazendo outros tipos de trabalho, o que gera muitas discussões. As rusgas entre pai e filho vão além das ideologias. Borges desaprova o namoro de Márcio com Bebeth (Valentina Herszage), a quem chama de ‘Problemeth’, enquanto Tereza e Drica torcem pelo jovem casal.

Um dos bonecos da companhia Serrote é uma canguru, que se torna a melhor amiga de Bebeth. Ela a encontra em uma de suas fugas, numa situação perigosa. Aos olhos de Bebeth, a canguru não é um brinquedo, mas um bichinho com expressões reais e que interage com ela. De imediato, a garota se apega à boneca e a ‘batiza’ de Flor. Mais do que uma amiga, Flor vira o alter ego de Bebeth, mas internamente o que ela quer é que o pai lhe imponha limites.

Tecnologia a serviço da arte

Novela dispõe de recursos tecnológicos inovadores 

Para garantir a verossimilhança necessária, a equipe de efeitos visuais começou a trabalhar em setembro de 2016. Foram feitos protótipos da canguru a fim de que Flor interagisse com Bebeth. Cerca de 80 expressões da atriz Valentina Herszage também foram recriadas, uma vez que Bebeth se vê no brinquedo. O molde físico foi captado utilizando a técnica de fotogrametria. Esse modelo foi digitalizado e, a partir daí, seguiu-se à construção do esqueleto computadorizado, chamado de rigg, à colocação de textura para dar impressão de pelo, e à animação. O trabalho envolveu sete profissionais: quatro designers e três animadores.

A novela também conta com outra inovação tecnológica: a técnica fractal, na qual cenas são capturadas por três câmeras simultâneas que, juntas ou sobrepostas, produzem um efeito de zoom. Muitos takes de Copacabana e Tijuca foram feitos com a técnica, pela primeira vez usada em novelas, dando dinamismo às sequências. Para a trama também foi criado em 3D o Carioca Palace. O cinco estrelas cenográfico mais famoso do Brasil está instalado virtualmente na Praça do Lido, em Copacabana, com oito andares e cobertura.

Garçons, mordomo, bonequeiros: a preparação do elenco

Atores mergulham no universo de seus personagens

Segurar uma bandeja com destreza, montar uma mesa e servir com maestria; cozinhar os pratos mais requintados, manejar uma arma com segurança; acertar o dardo no alvo; confeccionar e manipular bonecos num teatro, garantindo toda a emoção que pede o momento. O elenco de ‘Pega Pega’ começou os trabalhos para a novela se dedicando a uma preparação intensa, explorando todas as peculiaridades destes universos.

Intérpretes do garçom Julio e do mordomo Nelito, Thiago Martins e Rodrigo Fagundes, respectivamente, fizeram um intensivo em um restaurante, conhecendo todos os detalhes, e Rodrigo ainda passou por aulas de etiqueta. “Sempre fui muito observador e, agora, vendo com cuidado, percebi como o universo dos garçons é rico. A atitude, a postura… Eles têm amor pela profissão e é o que eu quero passar”, conta Thiago. Para dar vida ao mordomo Nelito, Rodrigo Fagundes frequentou classes de boas maneiras à mesa. “Fiquei fascinado e levo os ensinamentos para a vida. As aulas foram com o Marcos Caruso e nos divertimos muito”, lembra Rodrigo Fagundes, que também aprendeu a cozinhar pratos elaborados.

Para interpretar o escorregadio Malagueta, um verdadeiro “Ás nos dardos”, Marcelo Serrado fez algumas aulas visando a aprimorar a pontaria. O gosto pelo esporte vem de muito tempo, desde o período em que morou em Londres. “Eu joguei muito nos pubs londrinos e adquiri uma certa habilidade, mas nada comparado à precisão do Malagueta”, diz Serrado, que tratou de comprar um dardo e treinar em casa. “O dardo é fundamental na construção do meu personagem, ele é matemático nas suas atitudes, busca a precisão, por isso o treino é tão importante”, complementa o intérprete do vilão.

Do dardo para o teatro de bonecos. A trupe dos Borges, da companhia Serrote, mergulhou fundo no cotidiano dos bonequeiros e já se apaixonou pela arte ancestral, oriunda do Oriente. Chefe da companhia, Borges tem enchido seu intérprete, o ator Danton Mello, de satisfação, e ele não é tão novato na prática. “Há dez anos eu fiz manipulação de bonecos e foi uma experiência incrível, que me enriqueceu como ator. A coordenação é complicada, exige uma técnica, mas, aos poucos, vou me aprimorando”, diz ele, que levou para casa o Imperador, boneco que terá uma participação rica na trama das sete: “Estou com o Imperador para criar uma intimidade. É o boneco preferido do Borges.” Danton também está fazendo preparação de marcenaria. “Sou um curioso com relação à marcenaria e, nas aulas, procuro me ater à manipulação das ferramentas. Acho bárbaro como os profissionais constroem peças tão lindas com madeira.”

Um mix de estilos para todos os gostos

Cores em alta no figurino dos personagens

Não vão faltar cores e estilos em ‘Pega Pega’ e isso está nítido no figurino. “Os personagens seguem o conceito leve e solar, que é a proposta da novela. As cores serão valorizadas”, explica a figurinista Rô Gonçalves.

Moça rica, fina, viajada e educada nos melhores colégios, a protagonista Luiza (Camila Queiroz) conhece as melhores grifes do mundo, mas adota a linha cool, antiostentação. Ela não liga para marcas, mas para o caimento da roupa. “Luiza se veste adequadamente, de acordo com qualquer ocasião.  Não  é uma fashionista,  uma it-girl, apesar do dinheiro que tem. E, mesmo na fase pobre,

ela não abre mão do figurino certo. Luiza não erra”, pontua Rô, que deu preferência a looks fluidos sem muita estamparia. Enquanto Luiza adota um figurino solar, a sobriedade é o ponto alto do guarda-roupa de Eric Ribeiro (Mateus Solano). Seus ternos, muito bem cortados, não têm muita variação, vão do preto ao chumbo passando pelo marinho; as camisas são majoritariamente brancas. “Ele é monocromático, muito por conta do seu trabalho e de sua austeridade”, observa a figurinista.

Oposto a Eric está Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), cuja marca é a exuberância.  O playboy, que sempre circulou nas altas rodas, traz uma influência europeia no seu modo de vestir. No seu closet estão presentes jaquetões, mocassins sem meias, lenços no bolso e polos de seda, por exemplo. Com muita cor, porque ele sabe usá-las como ninguém! “Pedrinho é muito estiloso e isso é um reflexo de sua personalidade, de tudo o que ele já viveu e conheceu. Gravata, por exemplo, é um item que raramente é visto em seu closet”, conta Rô, que se inspirou no estilista Valentino e no executivo Lapo Elkhann, ambos italianos, para compor os looks do bon vivant.

No Carioca Palace, o estilo também prevalece. Na gestão de Pedrinho, os uniformes dos funcionários seguem uma linha vintage, com um pé nos anos 80, cheios de elementos; quando sofre uma reestruturação, na gestão de Eric (Mateus Solano), os looks serão clean. Todos os uniformes foram confeccionados pela equipe de costura da novela. São peças para os porteiros, mensageiros, recepcionistas, garçons, camareiras, pessoal de cozinha e lavanderia. “São dezenas de uniformes que mostrarão bem a mudança de gestão, o ar mais moderno que o hotel ganhará. Fizemos pesquisas nos principais hotéis e chegamos ao nosso look”, ressalta a figurinista.

No dia a dia, os funcionários do hotel trazem um pouco da sua personalidade nas roupas: Julio (Thiago Martins), o ladrão arrependido, é básico e sem ousadia; Sandra Helena (Nanda Costa) é antenada no mundo fashion, “mas dá as suas escorregadas”, brinca Rô; o ardiloso Malagueta (Marcelo Serrado) prefere passar despercebido, por isso a indumentária é neutra; já Agnaldo (João Baldasserini)  é o ostentador. “O que ele puder usar para se exibir, para se fazer notar, ele usa”, diz Rô.

E quanto a Maria Pia (Mariana Santos)? A vilã tem dinheiro, mas lhe falta bom gosto. Suas roupas, basicamente terninhos, são de qualidade, caras, mas não a favorecem. Para mostrar que está acima do peso, os figurinos da personagem têm enchimentos na cintura e nos seios, dando a ela uma forma quadrada. “Maria Pia tem roupas de marca, mas ela não sabe escolher, opta pelo mais fácil e sempre erra.”

 No núcleo policial, Rô destaca o look de Antônia (Vanessa Giácomo) que, apesar do universo duro e masculinizado no qual está inserida, não abre mão da feminilidade. “Básica e funcional, ela tem uma sensualidade velada. Usa, por exemplo, calças e blusas mais justas com jaqueta adornando para esconder a arma.”

 Entre os adolescentes, Bebeth (Valentina Herszage) é fã das sobreposições e foge dos protocolos. Não raro a menina usa vestidos sobre calças jeans e tênis de cores diferentes. “Ela não se prende a modismos nem tampouco a regras, se tiver que usar um pé de tênis diferente do outro ela o faz sem nenhum problema. É uma menina muito livre”. Para compor os looks de Márcio (Jaffar Bambirra), namorado de Bebeth, Rô bebeu na fonte do estilo hippie, alternativo, aliás, toda a família Borges segue esta linha. “Eles são artistas, bonequeiros, visam o conforto e são despojados de conceitos. No figurino, muitas calças largas, alpargatas, pulseiras de linha e miçangas”, finaliza a figurinista.

Imponência na cenografia e na produção de arte de ‘Pega Pega

Copacabana e Tijuca retratadas nas cidades cenográficas

Se depender da cenografia e da produção de arte de ‘Pega Pega’, a Cidade Maravilhosa vai aparecer ainda mais bonita, destacando a geografia de dois dos bairros mais emblemáticos do município: Copacabana e Tijuca. Para tal, a novela conta com três cidades cenográficas nos Estúdios Globo: o Carioca Palace, na orla; um pedacinho de Copacabana; e a vila da Tijuca e seus redutos, ocupando no total cerca de dez mil metros quadrados de área construída.

No burburinho de Copacabana moram Malagueta (Marcelo Serrado), Domênico (Marcos Veras) e Maria Pia (Mariana Santos); está localizada a delegacia, comandada pelo delegado Siqueira (Marcello Escorel) e pelos inspetores Antônia (Vanessa Giácomo) e Domênico (Marcos Veras); e a boate Strass, frequentada pelo gerente do hotel, Douglas (Guilherme Weber). Na Tijuca, vivem na vila a camareira Sandra Helena (Nanda Costa), sua mãe, a costureira Dulcina (Edvana Carvalho), e seu padrasto, Aníbal (Edmilson Barros); o garçom Julio (Thiago Martins) e suas tias, Elza (Nicette Bruno) e Prazeres (Cristina Pereira); além da família Borges; e do casal Evandro (Paulinho Vilhena) e Mônica (Julia Lund). Em outro reduto do bairro moram Madalena (Virgínia Rosa), seu filho Dilson (Ícaro Silva) e Wanderley (Bernardo Marinho).

“A função da cenografia é apresentar a atmosfera dos locais retratados com verossimilhança para que o transporte do público aconteça. Fizemos pesquisas, sobrevoos pelos bairros para captar os detalhes e reproduzi-los. Quanto mais referências melhor”, conta a cenógrafa May Martins, que tem o hotel como a “menina dos olhos da cenografia”, o primeiro cinco estrelas cenográfico dos Estúdios Globo.

O Carioca Palace é um mix dos tradicionais cinco estrelas do mundo. Traz características do Negresco, em Nice, na França; e do Carrasco, em Montevidéu, no Uruguai. A pujança do projeto, assinado por Maurício Rohlfs, impressiona, uma vez que foram construídos dois andares e toda a área comum, incluindo lobby, piscina, quiosque, calçadão – os demais seis andares e a cobertura serão inseridos por computação gráfica –, ocupando 2.200 metros quadrados. O pé-direito é de seis metros e foram usados materiais reais e nobres: mármore, granito, ferro, vidro, porcelanato, entre outros. “A ideia é de imponência, apesar do momento um pouco decadente pelo qual passa o hotel durante a gestão Pedrinho (Marcos Caruso). Tudo é real, os materiais e revestimentos são reais e as áreas também. Temos uma piscina e uma cozinha industrial prontas para uso. Reproduzimos com pedras portuguesas o calçadão com o desenho de Burle Marx”, explica May, que comanda, ao lado de Marcelo Carneiro, a equipe de cenógrafos.

As suítes foram montadas em estúdio, e o colorido impera. O hotel começa preso numa decoração que remete aos anos 80, o que para May vem a calhar: “Isso vai dar um charme retrô, com uma pegada de cores.” Seguindo a paleta da novela, os aposentos não serão neutros, ganharão tonalidades vermelhas, laranjas, verdes, douradas e turquesas, além de elementos temáticos. “Estamos usando preto e branco no mobiliário básico e ‘carregando nas tintas’ nos detalhes – abajures, guardas de cama, cadeiras e poltronas –, que ganharam tons turquesas, laranjas, vermelhos, verdes e dourados. A estrutura é a mesma de qualquer hotel.” Quanto às suítes temáticas, May não poupa ousadia. A primeira personagem a experimentar é justamente Sabine (Irene Ravache), a empresária suíço-brasileira avessa à brasilidade. Ela vai se hospedar na suíte Xingu, com elementos que remetem à cultura indígena. “Uma referência exotique”, pontua May. Pedrinho (Marcos Caruso) e Luiza (Camila Queiroz), moradores do hotel, ficarão com as suítes premium. Ambos os quartos têm referências inglesas, o de Pedrinho com uma pegada nostálgica, revivendo os tempos áureos com muitas fotos, enquanto que o de Luiza segue uma linha moderna, um misto de contemporaneidade com um quê de princesa em seu castelo.

Na Tijuca, a tradição do bairro predomina, seja nos apartamentos ou na vila com 11 casas. “Um clássico tijucano da arquitetura”, explica May. A vila tem peculiaridades para aproximar ainda mais o público da trama. A casa da família Borges (Danton Mello), por exemplo, tem um anexo, uma edícula, para comportar o teatro de bonecos; a casa de Júlio (Thiago Martins), onde ele mora com as tias Elza (Nicette Bruno) e Prazeres (Cristina Pereira), tem um porão e a sala foi construída na cidade cenográfica. “Construímos uma escada que desce ao porão. E como as tias interagem com os demais personagens, fizemos uma sala de visita na cidade cenográfica para estreitar esta relação, sem corte para o estúdio”, destaca a cenógrafa. Na Tijuca cenográfica, não faltarão elementos bem familiares do público. Estão lá a carrocinha de pipoca, o florista, o vendedor de balas, a banca de jornal, tudo para criar uma atmosfera de aconchego.

Lustres de cristal e louças portuguesas

Segundo a produtora de arte Eugênia Makaaroun, as pesquisas foram intensas para apresentar ao público um legítimo hotel cinco estrelas. “Este é um universo pouco explorado na dramaturgia, tivemos que nos debruçar em pesquisas para trazer algo crível e à altura de hotéis da mesma categoria”. São amenities – minicosméticos que ficam à disposição dos hóspedes nas suítes –, roupas de banho, cama e mesa, louças e pratarias, itens de papelaria impressos em dourado, cartões magnéticos, dois grandes lustres de cristal, ou seja, adereços em geral que traduzem o glamour do hotel.  E por falar nos amenities, uma curiosidade: os produtos de perfumaria são assinados pela fictícia empresa de cosméticos Bastile, que movimentava a trama de ‘Totalmente Demais’ e que estará presente, além das suítes, num carrinho de perfumaria, localizado no lobby. O hotel conta também com uma loja de souveniersna qual serão expostas camisetas, moleschinis, canetas, chinelos, todos os produtos com o logo do Carioca Palace, criado pela equipe de Eugênia. “É desafiador trazer este contexto ao público”, diz a produtora de arte, que capricha nos ornamentos: as louças são portuguesas, os talheres dourados, toalhas e lençóis de excelente qualidade, prataria que compõe tanto a cozinha quanto a mesa do café da manhã, arranjos de flores, além da cozinha industrial profissional que funciona e produzirá pratos de verdade e em grande estilo.

Outros desafios da equipe de produção de arte foram a confecção da canguru Flor e a Serrote, companhia de teatro de bonecos da família Borges. “Pesquisamos grupos de teatro pelo mundo, reunimos referências para criar a nossa companhia. Trouxemos possibilidades para a Claudia (autora) e o Luiz (diretor) trabalharem”, explica Eugênia. Os bonecos são feitos de madeira talhada, poliuretano e outros materiais, confeccionados dentro e fora dos Estúdios Globo. “Esses elementos nos trouxeram possibilidades de trabalharmos com o lúdico, o mágico, o inesperado. Bonecos que se tornam vivos e nos fazem acreditar que a vida pode ser bela e que vale a pena sonhar”, ressalta Eugênia.

Entrevista com a autora Claudia Souto

Claudia Souto está na Globo há 25 anos. Foi colaboradora de todas as tramas de Walcyr Carrasco no horário das 19h e também integrou o time de colaboradores de Daniel Ortiz. Na linha de shows, escreveu para diversos programas humorísticos, entre os quais ‘Casseta & Planeta, Urgente!’ e ‘Sai de Baixo’; e também para os infantis ‘TV Colosso’ e ‘Bambuluá’. ‘Pega Pega’ é sua primeira novela solo.

Como está sendo a experiência de escrever sua primeira novela autoral?

A grande diferença é poder colocar minha personalidade no texto. Poder explorar situações, sentimentos, dar vazão à imaginação por uma ótica totalmente pessoal. Costumo dizer que vivo de criar mundos imaginários e pessoas que não existem, mas, a partir do momento que esses personagens atravessam a tela e entram na casa das pessoas, eles passam a existir na vida do público. Acredito que uma história dá certo quando o público quer ser amigo dos personagens, e, para isso acontecer, os personagens têm que tocar o público pela emoção, mesmo numa comédia. E é assim que eu me expresso: pela emoção.

Conte sobre a parceria com o diretor Luiz Henrique Rios.

Estamos numa parceria bem afinada, contando uma história juntos. Ao mesmo tempo que levo um universo novo e fresco, o Luiz me traz uma concretude, um questionamento que é estimulante. Esta afinação vem lá do início, quando começamos a conceituar a obra, tirando dúvidas sobre personagens e tramas. Eu compartilhei com ele os segredos da novela e, por conta disso, ele sabe o que estou pensando lá na frente. Isso possibilita um planejamento seguro para a realização dos voos que queremos dar, tanto para a história que imagino quanto para a leitura que ele faz dela.

De onde surgiu a ideia de um hotel de luxo ser o cenário principal da trama?

Eu procurei um lugar que fosse comum a várias classes sociais, desde o trabalhador mais humilde ao milionário, local que ambos frequentassem, um ambiente que proporcionasse esta integração entre diferentes pessoas. Encontrei no hotel esta reunião de pessoas que ficam e de pessoas que passam. Sem falar que também possibilita participações que podem interferir na vida dos personagens.

Fale um pouco da construção do casal Eric e Luiza.

Eles se encontram num amor genuíno e inesperado. Eric redescobre o amor nos braços de Luiza, que vem lhe dar força num momento em que ele precisa demais. Mas, diante dos acontecimentos, Luiza se decepciona com esse homem, e cresce nela a ideia de querer construir algo para si. Eric, por sua vez, carrega uma tristeza pela morte da mulher, que se reflete tanto na vida da filha quanto na sua relação de pai. Quando ele encontra Luiza, Eric recebe amor e passa a saber demonstrar este sentimento, o que provoca consequências positivas inclusive na sua relação com a filha.

Você é tijucana, tem um histórico de humor nos seus trabalhos e já trabalhou com teatro de bonecos. Os temas familiares ajudam na construção da história?

Isso me facilita, claro, porque posso explorar personagens e situações novas, mas dentro de um contexto familiar, o qual domino. Os bonecos, por exemplo, sempre estiveram na minha vida, seja no teatro ou na TV, onde escrevi para diversos infantis nos quais os bonecos brilhavam.

E você acha que esta familiaridade, pode aproximar o público da trama?

Acho que sim. São universos afetivos, e quando você tenta tocar o público com afeto, o público se identifica, se sente acolhido.

 

A ética é tratada na novela de uma forma leve, divertida, sem sermão. Para você que é humorista fica mais fácil?

Pelo fato de minha origem na TV ser de humorista, estou num lugar confortável. O humor permite tocar nas feridas da sociedade, encontrando o que há de risível, sem deixar de fazer a crítica. Daí eu tiro a leveza e a comicidade.

 

O que o público pode esperar da novela?

Diversão, em primeiro lugar. E também emoção, porque os personagens são muito  humanos, todos transitam numa gama muito rica de sentimentos, todos podem estar numa situação cômica e passar a uma trama dramática, e vice-versa. Afinal, é isso o que acontece com todos nós: podemos ser ridículos numa situação e trágicos em outra. Isso é humano e é a condição humana que me interessa sempre.

Entrevista com o diretor artístico Luiz Henrique Rios

Formado em Sociologia, Luiz Henrique Rios traz inúmeros trabalhos no currículo, seja na TV, no cinema e em publicidade. Na TV  Globo desde 1989, ele  já  participou  de inúmeras produções  na

área de dramaturgia, entre as quais ‘Quatro por Quatro’, ‘Belíssima’, ‘Da Cor do Pecado’, ‘Passione’, ‘Malhação Sonhos’ e, mais recentemente, ‘Totalmente Demais’.

Como é falar de ética de forma leve e bem humorada?

Muitas vezes, quando escolhemos algo, não temos a menor ideia para onde aquilo vai nos levar. Escolhemos ou por necessidade ou por desejo ou por crença e, de vez em quando, é a vida que escolhe, por uma contingência. Um pouco do que vamos contar é justamente este nonsense de estar fazendo algo acreditando que trará benefícios e descobrir que, na verdade, foi uma grande roubada. É por aí que estamos indo. Não queremos defender uma tese no ar. A questão da ética estará nas situações de alguns personagens, em suas escolhas e caminhos…

A novela é uma comédia romântica policial. Como será essa mistura e a abordagem na obra?

Nossa novela é uma comédia romântica com traços policialescos, por acontecerem roubos e mistérios. As três temáticas caminham juntas. Exemplifico com o caso do Julio (Thiago Martins) e Antônia (Vanessa Giácomo), um grande amor da nossa história. Ele é um bom sujeito, bom profissional, não rouba no trabalho, não passa ninguém para trás e cuida das tias. Este rapaz, por uma circunstância absurda da vida, acaba roubando 40 milhões de dólares. Na hora em que resolve entrar no roubo, ele já começa a se arrepender, mas não há volta. E acontece dele se apaixonar justamente pela pessoa que está investigando o assalto. E que também é correta, séria, que faz o que faz porque realmente acredita. Esta história pode ser uma tragédia absurda como pode ser uma comédia sem fim, uma vez que não há nada mais incoerente do que o bandido que se apaixona pela policial, que não sabe que se apaixonou pelo bandido. Neste momento temos a comédia, o romance e uma situação de investigação, policialesca. As frentes se entremeiam o tempo todo. É claro que há momentos que pendem mais para o romance, outros para a comédia e mais profundos para polícia, mas, no todo, é uma história integrada.

 

Fale um pouco do ativo do hotel, o Carioca Palace. Este é um grande diferencial da novela?

Temos um personagem na novela que é um hotel. Ele é mais do que um cenário, ele é um grande centro de acontecimentos e, ao mesmo tempo, é uma referência para todos aqueles personagens. Boa parte do elenco circula por suas instalações, então, o Carioca Palace acaba sendo uma razão de ser para muita gente, acaba tendo uma ação na trama. E por gerar  muita ação, nós o consideramos quase um grande personagem.

 

E o que falar sobre a escalação do elenco?

Uau! Esta é a parte boa do meu trabalho, talvez a melhor. Trabalhamos com pessoas especiais, temos um casting excelente. Trouxemos atores que passeiam por todos os gêneros da dramaturgia, eles estão disponíveis para visitar todas as emoções e isso é muito rico. Eu dei sorte de o elenco ter topado estar conosco neste projeto. Isso, para mim, é uma dádiva.

 

Como tem sido a parceria com a Claudia? Como é a relação de vocês?

Nós conversamos todos os dias, é uma relação de troca para chegarmos a um denominador comum. Eu leio o que ela propõe, conversamos sobre as propostas e vamos adequando situações. Adaptações são necessárias em determinados momentos para que acertemos. E tem sido muito satisfatório, muito positivo. Estamos bem entusiasmados. Ser tomado por uma energia criativa e poder traduzi-la em uma obra é muito bom. Claudia está muito feliz com o que está produzindo, com o que estamos construindo, e espero que o público se entusiasme conosco.

 

A tecnologia está bem presente na novela, principalmente através da canguru Flor. Como isso será visto pelo público?

A relação de Bebeth e Flor é uma relação de alter ego. Como a personagem não reconhece a canguru  como um boneco,  aos  olhos  dela  precisávamos  imprimir  realidade.  Partimos  para um

caminho de fazer este personagem em 3D, ou seja, colocar uma ideia de cartoon, primeiro para suavizar, pois estamos fazendo novela das sete, e, segundo, para criar uma distinção, pois para o público poderia soar estranho. Fomos atrás de um caminho que tem tecnologia. Mas a minha ideia do uso da tecnologia é escondê-la. Não estou fazendo uma obra de ficção científica, estou numa história que exige um grau de realidade necessário para que possamos conversar com o público. Se não tivermos um certo pé no chão, ficamos muito fora da realidade, aí fica complicado conversar sobre o tom proposto. A tecnologia entra para que, de alguma maneira, nos possibilite contar uma história e criar este mundo ficcional, a fim de que o público viaje conosco. De tudo isso, este é o caráter mais complexo. Lidar com humanos é mais fácil do que lidar com inumanos. Temos que colocar o objeto junto ao humano, no mesmo status. Quando eu faço o super-herói no futuro, a realidade se altera, enquanto que numa ficção contemporânea, precisamos seguir alguns padrões para que o público diga: “Puxa, eu acredito nisso!” É um trabalho árduo.

 

E foi complicado colocar uma atriz iniciante fazendo um papel com este grau de complexidade?

O mais complicado foi achar a Valentina Herszage. Uma atriz jovem que tenha este nível de sensibilidade, concentração e entrega para lidar com algo tão impalpável. Muitas vezes, ao contracenar com a Flor, ela contracena no vazio e isso é bem complexo. Para ela deve estar sendo um desafio maior do que para mim.

 

O que o público pode esperar da novela?

Muita emoção e divertimento. Eu almejo um trabalho de muita sinceridade, de muita verdade, que faça com que o público possa se divertir e refletir.  Para nós, que fazemos o trabalho, já é um grande sucesso estarmos com uma equipe excepcional, poder dar voz e corpo a este texto de uma autora nova. Espero que no fim deste projeto as pessoas falem: “Nossa, que êxito!” Que isso resulte em bons momentos para quem assiste e para quem faz.

PERFIL DOS PERSONAGENS

O casal

Eric Ribeiro (Mateus Solano) – Jovem empresário muito bem-sucedido, tido como um dos melhores partidos do Rio de Janeiro e que vive para o trabalho. Seus negócios tomam praticamente todo o seu tempo e ele mal consegue desfrutar da companhia da filha, a adolescente Bebeth (Valentina Herszage), a quem ama, mas não consegue demonstrar. Viúvo, Eric perdeu a mulher num acidente de carro, e seu coração volta a bater forte ao conhecer Luiza (Camila Queiroz), por quem se apaixona perdidamente.  Ele esconde um segredo de seu passado.

Luiza Guimarães (Camila Queiroz) – Moça fina, bem educada, viajada, herdeira do Carioca Palace Hotel, onde mora com seu avô, Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), desde os 3 anos, após perder os pais. Apesar de ter sido criada como uma princesa em seu castelo, Luiza não é uma dondoca, estuda administração de empresas e sonha gerir o hotel. Ao conhecer Eric (Mateus Solano), ela se encanta, mas se sente traída ao saber que o amado comprou o hotel de seu avô e não contou a ela quando podia fazer isso. Quando perde a fortuna, não se deixa abater e vai à luta.

Os ladrões

Malagueta (Marcelo Serrado) – Concierge do hotel e morador de um conjugado em Copacabana, Malagueta se chama Vítor. O apelido lhe foi dado por ser ardiloso, articulador, matemático. Ambicioso,  ele é o  mentor do  roubo e o  responsável por  aliciar os colegas. Malagueta  busca a

precisão e a aceitação do pai, Timóteo (Cacá Amaral), líder de uma quadrilha que assaltava caixas eletrônicos e que está preso. Vai se envolver com Maria Pia (Mariana Santos).

Julio (Thiago Martins) – Garçom, ele executa o seu ofício com muita dedicação. Mora na Tijuca com as tias, Elza (Nicette Bruno) e Prazeres (Cristina Pereira), e com o cachorrinho Sherlock. É um bom moço, frágil, mas, por contingências da vida, topa participar do roubo do hotel, o que lhe causa um arrependimento profundo. Ele se apaixona pela determinada inspetora de polícia Antônia (Vanessa Giácomo). Julio mora na vila da Tijuca.

 Sandra Helena (Nanda Costa) – Camareira do hotel, Sandra é uma mulher alegre, despachada e que quer subir na vida, mas jamais pensou em se tornar uma ladra. Ela namora o recepcionista Agnaldo (João Baldasserini) e juntos aproveitam as suítes desocupadas para momentos de romance. Mora na Tijuca com a mãe, Dulcina (Edvana Carvalho), e o padrasto, Aníbal (Edmilson Barros), a quem não suporta. Sandra Helena mora na vila da Tijuca.

Agnaldo (João Baldasserini) – Recepcionista, é um cara boa praça, comunicativo, mas inveja os bens dos hóspedes, achando que merece o mesmo ou mais do que eles. Namorado de Sandra Helena (Nanda Costa), por quem é apaixonado, é o primeiro a topar a proposta de Malagueta (Marcelo Serrado) de assaltar o hotel. Mora num quartinho dos fundos do Carioca Palace e quer se reaproximar do irmão, Wanderley (Bernardo Marinho).

Carioca Palace

Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso) – Dono do Carioca Palace, o qual herdou da família. Pedrinho é um playboy que sempre curtiu a vida adoidado. Avesso a trabalho, ele quer gastar e pouco liga para a manutenção de seu hotel, que passa por dificuldades financeiras. Não à toa, ele decide vendê-lo a Eric (Mateus Solano). Nos áureos tempos, viveu um romance com Sabine (Irene Ravache) e teve um affair com Lígia (Angela Vieira).

Nelito (Rodrigo Fagundes) – Mordomo fiel de Pedrinho (Marcos Caruso), nutre pelo patrão uma grande afetividade, que é recíproca. Muito alegre e dedicado, Nelito, que mora com a irmã Antônia (Vanessa Giácomo), abriga o patrão em seu apartamento na Tijuca quando o mesmo perde tudo e continua enchendo-o de mimos.

Douglas  (Guilherme Weber) – Gerente geral do hotel, Douglas subiu na vida de forma honesta. Começou como estagiário e deve a oportunidade a Pedrinho (Marcos Caruso), a quem respeita muito. Sisudo no trabalho, Douglas tem uma vida paralela na boate Strass. Quando Luiza (Camila Queiroz) perde a fortuna, torna-se um grande amigo da ex-patroa.

Cíntia (Bruna Spínola) – Camareira e muito amiga de Sandra Helena. Nutre uma paixão por Julio (Thiago Martins), mas não consegue se declarar ao garçom. Torna-se amiga de Luiza (Camila Queiroz).

Tânia (Jeniffer Nascimento) – Camareira, vive às turras com Sandra Helena (Nanda Costa).

Cristóvão (Milton Gonçalves) – Responsável pelos pequenos consertos no hotel, Cristóvão carrega uma culpa por conta de acontecimentos do passado, mas se abre com Bebeth (Valentina Herszage), quando a menina se muda para o hotel, e os dois se tornam amigos e confidentes. Ex-marido de Madalena (Virgínia Rosa), pai de Dilson (Ícaro Silva) e Tidinho (David Junior).

Chef D’Angelo (Beto Vandesteen) – Chef do hotel, ele comanda a cozinha com muita firmeza e se torna amigo de Bebeth (Valentina Herszage) quando a menina vai morar no hotel. Ele a ensina a cozinhar.

Xavier (Pedro Cassiano) – Sous chef, é o braço direito de chef D’Angelo. Complementa a renda fazendo o “acompanhante” para senhoras carentes, o que pode lhe render bons e maus momentos.

Elias (Bruno Nunes) – Garçom do hotel.

Gilmar (Gilberto Marmorosch) – Porteiro do hotel.

Gilda (Rhafaela Castro) e Leo (Luís Navarro) – Recepcionistas do hotel.

Natália (Thiare Maia Amaral) – Assessora de imprensa do hotel

Murilo (Rodrigo Mathias) – Segurança do hotel.

Jefferson (João Villa) – Carregador de malas do Carioca Palace.

Núcleo de Eric

Bebeth (Valentina Herszage) – Filha única de Eric (Mateus Solano). Adolescente, tem conflitos com o pai e quer dele não o dinheiro, mas atenção e limites. Presenciou a morte da mãe num acidente de carro quando ainda era bem pequena e o trauma causa reflexos em sua vida. Namora Márcio (Jaffar Bambirra).

Mirella (Marina Rigueira) – Mulher de Eric (Mateus Solano), com quem se casou muito nova. Morreu num acidente de carro no qual estava com a filha Bebeth (Valentina Herszage), na época uma criança.

Dr. Mathias (Álamo Facó) – Psiquiatra que vai cuidar de Bebeth (Valentina Herszage). Usa métodos diferenciados.

Sabine Favre (Irene Ravache) – Viúva do pai de Mirella (Marina Rigueira) e madrinha de Bebeth (Irene Ravache). Suíço-brasileira, muito arrogante, sócia de Eric (Mateus Solano) em sua empresa. Detesta o empresário e só tem olhos para o filho Don (David Junior). No passado, teve um romance com Pedrinho (Marcos Caruso).

Don (David Junior) – Adotado por Sabine (Irene Ravache) quando ainda era uma criança, Don é brasileiro, mas foi criado na Europa com a melhor educação que poderia ter. Tem um cargo de confiança na empresa.

Adriano (Marcio Kieling) – Médico. Tem uma relação não assumida com Sabine (Irene Ravache).

Renato (Rômulo Delduque) – É diretor na empresa de Eric (Mateus Solano) e Sabine (Irene Ravache).

Ingrid (Isabela Lima) – Trabalha na empresa de Eric (Mateus Solano) e Sabine (Irene Ravache).

Sergio (Sergio Menezes) – Advogado de Eric (Mateus Solano).

Cássio (Lucci Ferreira) – Ex-sócio de Eric (Mateus Solano). Diferentemente do empresário, é interesseiro, corrupto e o prejudicou em alguns negócios. Só pensa em dinheiro. Tem envolvimento com Malagueta (Marcelo Serrado) e Timóteo (Cacá Amaral).

Timóteo (Cacá Amaral) – Pai de Malagueta (Marcelo Serrado). Está preso por comandar uma quadrilha que roubava caixas eletrônicos. Tem raiva do filho por não ter sido ajudado por ele no último roubo, o que fez com que fosse preso.

Tijuca – Vila e arredores

Elza (Nicette Bruno) – Tia de Julio (Thiago Martins) e irmã de Prazeres (Cristina Pereira). Senhorinha muito querida na vila, adora o sobrinho e o cachorrinho Sherlock, para o qual já comprou um túmulo.

Prazeres (Cristina Pereira) – Outra tia de Julio (Thiago Martins), irmã de Elza (Nicette Bruno). Também muito querida por todos, mas gosta de uma fofoca e, muitas vezes, fala sem pensar. Com a irmã, alcovita o romance de Julio e Antônia (Vanessa Giácomo).

Arlete (Elizabeth Savalla) – Mãe de Julio (Thiago Martins), procura o filho depois de adulto. Vai se envolver com Pedrinho (Marcos Caruso).

Dulcina (Edvana Carvalho) – Mãe de Sandra Helena (Nanda Costa), trabalha como costureira e é casada com Aníbal (Edmilson Barros).

Aníbal (Edmilson Barros) – Padrasto de Sandra Helena (Nanda Costa), casado com Dulcina (Edvana Carvalho). Não trabalha e vive à custa da mulher.

Borges (Danton Mello) – Diretor da Companhia Serrote de Teatro de Bonecos. Idealista, não admite rebaixar a sua arte a níveis comerciais, mesmo a companhia não estando bem financeiramente. É casado com Tereza (Dani Barros) e é pai de Márcio (Jaffar Bambirra) e Drica (Leandra Caetano).

Tereza (Dani Barros) – Mulher de Borges, administra a agenda e as finanças da companhia. Faz o dinheiro esticar no fim do mês e, apesar de tentar convencer o marido a procurar outros trabalhos, entende as suas convicções. Muito ligada aos filhos, Márcio (Jaffar Bambirra) e Drica (Leandra Caetano).

Márcio (Jaffar Bambirra) – Bom garoto, Márcio trabalha com os pais na Serrote. Tem brigas com Borges (Danton Mello) por achar que a família precisa de outra fonte de renda  para se manter. É namorado de Bebeth (Valentina Herszage), de quem gosta muito, apesar da desaprovação do pai.

Drica (Leandra Caetano) – Caçula de Borges (Danton Mello) e Tereza (Dani Barros), adora o ofício dos pais e substitui o irmão nos espetáculos quando precisa. É muito alegre e levada. É amiga de Bebeth (Valentina Herszage).

Evandro (Paulo Vilhena) – Homem misterioso e muito fechado, chega à vila com a mulher Mônica (Julia Lund) e, juntos, vão morar numa casa abandonada.

Mônica (Julia Lund) – Mulher de Evandro (Paulinho Vilhena), é tão misteriosa quanto ele. Passa o dia trancada em casa, por ordens do marido, e poucos na vila a veem. Sua casa está sempre fechada e sem luz.

Dona Neide (Regiana Antonini) – Vizinha na vila, amiga das tias Elza (Nicette Bruno) e Prazeres (Cristina Pereira).

Otávio (Zecarlos Moreno) – Vizinho na vila. Comandado pela mulher, Neide (Regiana Antonini).

Madalena (Virgínia Rosa) – Cozinheira na casa de Maria Pia (Mariana Santos), é mãe de Dilson (Ícaro Silva) e Tidinho (David Junior). Este último sumiu quando ainda era criança por um deslize do pai, Cristóvão (Milton Gonçalves). Por isso, ela nunca perdoou o marido, de quem se separou.

Dilson (Ícaro Silva) – Muito apegado à mãe, Madalena (Virgínia Rosa), ele sonha ver os pais convivendo em harmonia. Sofre por não ter crescido com o irmão Tidinho (David Junior). Trabalha como vendedor de balas na Central do Brasil.

Wanderley (Bernardo Marinho) – Irmão de Agnaldo (João Baldasserini). Anos atrás brigou com o recepcionista do hotel por causa de mulher. Vê o irmão se reaproximar para conseguir um álibi no roubo. Mora com Madalena (Virgínia Rosa) e Dilson (Ícaro Silva) e sobrevive vendendo balas.

Copacabana

Maria Pia (Mariana Santos) – Assessora pessoal de Eric (Mateus Solano), por quem nutre uma paixão platônica. É a sombra do empresário, que a enxerga como uma irmã. Mina o namoro de Eric e Luiza (Camila Queiroz) com intrigas e mentiras e se alia a Malagueta (Marcelo Serrado). Com a autoestima baixa, cura as suas frustrações na comida.

Athaíde (Reginaldo Faria) – Pai de Maria Pia (Mariana Santos). Desembargador aposentado, enche a filha e a mulher Lígia (Angela Vieira) de conforto. É o melhor amigo de Pedrinho (Marcos Caruso).

Lígia (Angela Vieira) – Mãe de Maria Pia (Mariana Santos), é uma dondoca que só pensa em aparências. Recrimina a filha por estar fora de forma e quer dar uma repaginada na herdeira. É apaixonada por Pedrinho (Marcos Caruso), com quem teve um affair no passado.

Rubia/Flávio (Gabriel Sanches) – Trabalha na boate Strass como drag queen. Amigo e sócio de Douglas (Guilherme Weber) na boate.

Delegacia

Antônia (Vanessa Giácomo) – Inspetora de polícia linha-dura, incorruptível, que se impõe num meio majoritariamente masculino. Ama seu trabalho e não tolera injustiças. É determinada e objetiva, seja praticando seu ofício, seja no amor, pois toma a iniciativa de ficar com Julio (Thiago Martins). Tem um grande carinho pelo irmão Nelito (Rodrigo Fagundes).

Domênico (Marcos Veras) – Inspetor de polícia, está sempre ao lado de Antônia (Vanessa Giácomo) compondo uma dupla dinâmica no combate ao crime. Gosta da colega de trabalho e não suporta saber que ela prefere Julio (Thiago Martins) a ele.

Delegado Siqueira (Marcello Escorel) – Deixa as investigações nas mãos de seus inspetores, mas, muito vaidoso, toma para si o esclarecimento dos casos. Adora sair na imprensa.

Expedito (Fabio Felipe) – Inspetor de polícia. Divide apartamento com Domênico (Marcos Veras), em Copacabana.

Nina (Ana Isabela Godinho) – Inspetora de polícia.