Prefeitura reduz em 45% fila de espera para consultas

Duas semanas após o lançamento oficial pelo prefeito Luiz Fernando Machado, o programa ‘Saúde em Dia’ já reduziu em 45% a fila de espera por consultas na especialidade cirurgia geral. Atualmente, 372 pacientes aguardam pelo atendimento, número que era de 680 antes do início do programa, segundo levantamento da Unidade de Gestão da Saúde.

De acordo com a enfermeira da Unidade, Fabiana Barrete de Alcântara, a expectativa é de que essa fila seja zerada em, no máximo, dois meses. “Teremos um aumento da oferta total de consultas, agora, em março, em função da continuidade dos atendimentos do programa mais as marcações de rotina”, explica. Hoje, a espera da cirurgia geral não chega a dois meses, ante, no mínimo, nove meses antes do início do “Saúde em Dia”.

Uma redução significativa (30%) também é observada na especialidade ortopedia. Segundo o levantamento, desde o início do programa, 1.398 pessoas já saíram da fila de espera por consulta, que era de 4.600 pacientes no início deste ano. “Em março, vamos aumentar o número de atendimentos no Núcleo Integrado de Saúde (NIS) para 850 – a média mensal é 400 – a fim de reduzir ainda mais o tempo de espera”, destaca Fabiana.

Exames – Em relação aos exames, o resultado também é positivo. Dos 16 mil pedidos para radiografia que havia na rede no início do ano, 15.399 já foram realizados, o que significa uma redução de 96%. Os 601 restantes serão realizados nos próximos dias, acrescenta Fabiana.

Ainda de acordo com a enfermeira, todos os 360 mil exames de análises clínicas que estavam na fila terão sido realizados já no início de março. “Antes da ação a espera era de quatro meses”, comenta. O programa contempla, ainda, exames de tomografia e ultrassonografia, sendo que, desde o início da ação, 799 e 3.636 pacientes já foram atendidos, respectivamente.

Programa permanente – O “Saúde em Dia” foi lançado no dia 10 de fevereiro com o objetivo de reduzir a fila de espera por consultas e exames em Jundiaí, que, em alguns casos, passava de um ano. O gestor de Saúde, Vagner Vilela, ressalta que o programa é permanente e vai funcionar durante os quatro anos de gestão. “Não faria sentido reduzir a fila para vê-la crescer alguns meses depois”, afirma.

Para evitar que a rede se sobrecarregue novamente, o gestor afirma que as Unidades Básicas de Saúde estão sendo fortalecidas, a fim de que casos de baixa complexidade não cheguem ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). “Vamos trabalhar para que o hospital seja especializado em alta complexidade. O sistema é único e precisa ser integrado. Essa integração no atendimento ao paciente é um dos focos atuais da pasta”, ressalta.

Vilela destaca, ainda, que a Prefeitura está trabalhando para que pacientes atendidos no Pronto Socorro do HSVP e que demandem cirurgia eletiva de média complexidade de urgência relativa, ou seja, com diagnóstico cirúrgico, mas que não precisem ser operados imediatamente, possam ser agendados de forma prioritária no Hospital Regional. “Deste modo, a cirurgia deverá ser garantida nos próximos dias do ato do atendimento de urgência, desafogando, assim, o centro cirúrgico do São Vicente para os tipos de cirurgias realizadas no Regional”.