Itatiba ficou “quebrada”, avalia Douglas Augusto

O prefeito Douglas Augusto do PPS convocou coletiva de imprensa para tarde de terça-feira (31), onde apresentou o balanço de seu primeiro mês à frente da administração municipal e também a situação na qual recebeu a prefeitura. Além dele, cada secretário falou sobre a pasta da qual é responsável. O constatado foi que a administração do PSDB, que tinha o prefeito João Fattori à frente, deixou Itatiba “quebrada”, além de deixar herança maldita para seu sucessor.

Indagado pelo Caderno Z sobre a situação na qual assumiu a prefeitura, Douglas disse que não imaginava que herdaria a administração com tanta dívida. “A situação de estrutura física era esperada, a frota parada supera pois não esperávamos que haveria tanto veículo em más condições. Mas o que surpreende muito é a situação financeira, onde temos mais de R$ 7 milhões em dívidas, algo que até conseguimos entender devido à gravidade da situação financeira pela qual passa o país, podemos até dizer que é perdoável. Agora, dívidas sem empenho, isso é muito grave, precisa ter empenho de gastos. Dividas analisadas que não possuem cobertura, credores terão que acionar a Justiça, pois não podemos pagar sem empenho. Com tudo isso, temos uma dívida de quase R$ 12 milhões e isso nos surpreende, pois pensávamos que havia planejamento e no período de transição isso não foi apresentado”, destacou.

Sobre a questão da dívida, o secretário de Finanças, Adalberto de Lima, disse que a situação é preocupante e admite má administração da gestão Fattori. “Acho que foi uma questão de descontrole ao final do exercício da gestão anterior e precisava de controle mais próximo e isso não ocorreu”, declarou. Indagado se houve má fé, o secretário disse que não. “Não creio que foi má fé, mas seria necessário acompanhamento mais próximo dos gastos e receitas, principalmente devido a crise pela qual passamos”.

SETORES
Cada secretário explanou sobre os problemas encontrados em suas pastas. Um dos piores destaques foi em relação a educação, pois segundo o secretário Anderson Sanfins, muitos prédios de escolas e creches estão sem condições. “Há escolas onde não há portas nos sanitários, pichações, infiltração de água, problema na cobertura. Em alguns prédios há falta de vasos sanitários, em alguns há improvisos, como baldes”, pontuou.

O secretário de Obras, Hermínio Geromel, falou sobre o problema nos equipamentos da prefeitura. “Atualmente, a prefeitura tem 80 máquinas, de vários estilos, e metade delas está paralisada para realização de manutenção. Temos 650 quilômetros de estradas para manutenção e temos uma máquina para fazer todo serviço, pois o restante está parada”, declarou.

Destaque negativo também ocorre na Secretaria de Segurança. O responsável pela pasta, João Maioli, falou sobre os problemas. “Atualmente temos sete viaturas da GM paradas e três dos bombeiros, sendo duas de resgate. As que estão em funcionamento apresentam estado precário. Mas é preciso destacar a força desses servidores que mesmo em condições adversas tem prestado importante serviço aos munícipes”, afirmou.

A Secretaria de Segurança também é responsável pelo Olho Vivo e Defesa Civil. “Nessa parte o problema é o contingente. Não temos quantidade suficiente de pessoas para executar as funções”, apontou. O responsável pelo sistema de monitoramento disse que além da falta de mão de obra, ainda precisa conviver com a falta de manutenção dos equipamentos e computadores adequados.

Secretários de outras pastas também reclamaram da situação na qual encontraram os veículos. De acordo com eles, boa parte ou até mesmo metade, não apresenta condições de uso, assim como falta de condições básicas de trabalho nos prédios no quais atendem a população e os servidores. Todas as falas foram acompanhadas de slides que mostravam fotos das péssimas condições deixadas pelo governo tucano.

 

Texto: Ivan Gomes / Caderno Z

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