13º: primeira parcela deve ser paga até o dia 30

A economia de 2016 trouxe desafios ao empresariado. Honrar o compromisso do 13º é mais um deles. No Brasil serão injetados R$ 132,5 bilhões na economia. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) 84 milhões de brasileiros irão receber o dinheiro extra.

Segundo a Associação Comercial de São Paulo 22% dos consumidores ainda não sabem o que fazer com a primeira parcela, que deve ser paga no dia 30 deste mês. É o dobro do numero de indecisos do ano passado. Dos entrevistados, 42% pretendem pagar as contas.

O economista Lucas Alves Mendonça Chiaratto destaca que mais do que nunca o trabalhador precisa se organizar. O Momento é propício para organização financeira. “Primeiramente se está endividado, a prioridade é pagar as dívidas. Principalmente aquelas com alta incidência de juros. Uma segunda função desse décimo terceiro é guardar o dinheiro para as despesas de começo do ano. Entre elas: matricula e material da escola e IPVA. Uma terceira opção é guardar e fazer uma reserva financeira”, alerta.

Cinco em cada 10 trabalhadores do País devem utilizar parte de seu 13º salário para compras de Natal, segundo projeção do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Outra parcela, correspondente a um trabalhador em 10, pretende gastar todo o valor recebido com presentes.

Siga essas dicas

Aristides Gazzotto, docente da área de gestão e negócios do Senac Jundiaí, dá algumas dicas e conselhos para a gestão da quantia extra recebida:

 – Para quem não tem dívidas, o 13° pode ser utilizado, parcialmente, para a ceia e presentes de Natal ou uma viagem de Réveillon. É interessante efetuar o pagamento a vista priorizando descontos nas negociações a vista;

 – É importante ficar atento e lembrar  das contas que virão a partir de janeiro, como matrícula  de escola, uniforme e material escolar, IPVA, IPTU, e mesmo a fatura do cartão com os gastos das férias/viagens, por isso não é bom gastar o valor integralmente;

  – Se chegou ao final do ano com dívidas, a dica é somar todos os débitos, aproveitar as campanhas de renegociação e quitação, pagar primeiro as dívidas que possuem juros altos e antecipar o pagamento de alguma prestação, visando descontos;

 – Só consuma o valor do 13° depois de quitar dívidas e gastos fixos de familiares e da residência;

 – Utilize o valor para criar uma folga financeira, acumulando em uma reserva, podendo ser poupança, fundo de investimentos ou Certificado de Depósito Interbancário (CDI);

 – Consuma o salário extra com inteligência, pois mesmo diante de tantas outras recomendações, usar o 13º também para as compras não é nenhum crime. Busque fazer de forma consciente, fique atento às promoções e evite as tentações de consumir sem necessidade;

 

Texto: Bárbara Leão

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