25% das agências bancárias ficam fechadas na greve

Cerca de 30 das 120 agências bancárias da Região de Jundiaí foram paralisadas nesta terça-feira (6) no primeiro dia de greve do setor em todo o Brasil. O resultado agradou o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Douglas Yamagata. “Os trabalhadores foram bem receptivos à paralisação e nossa expectativa é de que a adesão aumente nos próximos dias”, disse. Yamagata estima em cerca de 500 o número de bancários que aderiram à greve no primeiro dia. O sindicato representa cerca de 2,5 mil trabalhadores das cidades de Caieiras, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itupeva, Jarinu, Jundiaí e Várzea Paulista.

De acordo com Yamagata, a greve segue por tempo indeterminado, uma vez que os trabalhadores rejeitaram a contraproposta apresentada no último dia 29 de agosto pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). “Aconselhamos os clientes a adiantarem o pagamento das suas contas porque não há previsão para o fim da greve”, destacou. Em Jundiaí, a adesão foi maior nas agências localizadas na avenida Jundiaí.

Ainda segundo o representante local do sindicato, não há data para uma nova rodada de negociações. “Lembramos que a lucratividade dos bancos continua alta. Só os cinco maiores bancos faturaram cerca de R$30 bilhões apenas no 1º semestre de 2016, demonstrando que eles têm condições de atender às nossas reivindicações. Lutaremos para conquistar mais um ano de aumento real de salário”, ressaltou.

Reivindicações

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), além de melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. Mais informações no site do sindicato (www.bancariosjundiai.com.br).