Estou ficando surdo? Fono dá orientações

Alguma vez você parou de ouvir de repente? Ou ficou sabendo de casos de pessoas que pararam de ouvir por um período de tempo? Essas ocorrências são chamadas de surdez súbita, que acontece quando há uma baixa repentina da audição, de grau variado, que pode evoluir em horas ou dias. Segundo um estudo publicado pela Revista Brasileira de Odontologia, o problema é mundial e afeta perto de 15 mil pessoas por ano em todo o mundo. A fonoaudióloga Andrea Abrahão, da Direito de Ouvir – www.direitodeouvir.com.br/ – rede de clínicas especializadas em reabilitação auditiva, fala sobre esse mal e explica o que é preciso para se prevenir.

Causas

Um estudo realizado pelas Universidades de New South Wales, Auckland e California mostra que o ensurdecimento momentâneo é uma reação do corpo, como um sistema de defesa, para proteger quando há exposição a sons ou ruídos muito altos.  Segundo Andrea, também pode estar relacionada com o desenvolvimento de uma infecção no ouvido ou a uma gripe. “Há casos que a surdez súbita é provocada por doenças virais, fortes pancadas na cabeça, doenças autoimunes e usos de anti-inflamatórios. Isso também é frequente em quem tem diabetes e hipertensão”.

Sintomas

Sensação de ouvido tampado, tonturas – que podem provocar náuseas e vômitos – e estalo no ouvido são alguns sintomas de quem sofre a perde de audição repentinamente. Algumas vezes, pode ocorrer também intenso zumbido.

Diagnóstico

Para detectar a surdez súbita é preciso procurar um fonoaudiólogo e fazer um exame que, de maneira simples, normalmente é feito a partir do relato do próprio paciente, “Também são realizados audiometrias tonais e vocais, que avaliam a função auditiva. Em alguns casos, podemos recorrer a outros testes,  como emissões otoacústicas (EOAs, ressonância magnética e exames laboratoriais básicos (hemograma, glicemia, níveis de sódio, potássio e creatina), por exemplo”, esclarece a fonoaudióloga.

Tratamento

O tratamento é controverso, isso porque a surdez súbita pode afetar as pessoas de maneira diferente, durando mais ou menos tempo. “É preciso avaliar o desenvolvimento do quadro do paciente. A partir disso, será possível prescrever alguns medicamentos a base de corticoides e vasodilatadores. Mas, vale ressaltar que da mesma maneira que começa a surdez pode desaparecer. É comum que as pessoas apresentem melhor do quadro espontaneamente, porém há casos irreversíveis mesmo com medicamentos”, diz a fonoaudióloga Andrea Abrahão.

Prevenção

A profissional da Direito de Ouvir dá algumas dicas para prevenção. Manter um estilo de vida saudável é essencial, pois tanto a alimentação quanto a prática de exercícios físicos ajudam a manter a saúde auditiva. “Sempre recomendamos que a pessoa evite ficar exposta por muito tempo a um som muito alto, mas como nem sempre é possível, o uso de protetores auditivos é uma ótima saída. Realizar um check-up para monitorar a saúde auditiva também faz parte do controle”.

Sobre a Direito de Ouvir

No mercado desde 2007, a missão da Direito de Ouvir é possibilitar às pessoas com perda auditiva uma melhor qualidade de vida através de uma ampla variedade de aparelhos com preços acessíveis e alta tecnologia. A empresa adotou formato de franquia em 2013 para possibilitar que empreendedores de diferentes segmentos – e não apenas fonoaudiólogos – pudessem ter a chance de trabalhar com a marca, considerada uma das mais importantes no segmento de aparelhos auditivos no Brasil. O sucesso fez com que em 2014, a rede se juntasse à multinacional Amplifon, líder mundial em soluções auditivas, presente em 22 países. A Direito de Ouvir possui cerca de 400 fonoaudiólogas credenciadas, uma loja própria e cinco franquias em diferentes regiões do país.