Grupo estuda campanha contra o álcool e drogas

O primeiro encontro da “Construção do Fórum Intersetorial sobre Álcool e outras Drogas da Cidade de Jundiaí” foi nesta quinta-feira (18), no auditório da Faculdade de Medicina. O objetivo do evento foi expandir o diálogo sobre o assunto para criar políticas públicas em busca de melhorias no atendimento às pessoas que fazem uso problemático de drogas.

A força tarefa teve início com a adesão de Jundiaí ao Projeto Redes da Senad/Fiocruz, que busca suprir a atual necessidade de capacitação das diversas áreas envolvidas em lidar com a parcela da população vulnerável ao uso do álcool e outras substâncias.

“Durante a construção do projeto, junto com a  Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, o Ministério da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento Social, observamos que havia uma fragilidade na articulação de redes de muitas cidades brasileiras, fazendo com que as avaliações não fossem tão criteriosas quanto deviam ser, não causando o impacto que deveriam”, disse a socióloga, sanitarista e coordenadora do projeto na cidade, Graziella Barreiros, ao explicar também que essa articulação se iniciou nos municípios que já participam do Programa Crack é Possível Vencer.

“Jundiaí já tinha um sistema eficiente e mesmo assim aceitou nossa oferta nos dando a oportunidade de iniciar um trabalho muito bom para aprimorar e mesclar todos os setores de atendimento”, concluiu Graziella.

Participaram do debate representantes da secretaria de Cultura, Educação, Esportes e Lazer, Assistência e Desenvolvimento Social (Semads), além da Guarda Municipal e da coordenadoria do Trabalho Emprego e Renda.

O secretário da Saúde, Luís Carlos Casarin, falou sobre a importância desse primeiro passo em conjunto. “É muito bom ver representantes de setores tão importantes nessa conversa. Equipamentos públicos atentos aos problemas da sociedade ajudam também a população a acolher melhor as pessoas que sofrem com o abuso das drogas e reduzir assim o estigma existente”, concluiu.

Com base nisso foram apontadas as diversas portas de acesso e de integração à sociedade que as pessoas com problemas relacionados às drogas podem recorrer, além de como os equipamentos esportivos, culturais, de saúde e assistência devem proceder ao acolher essa parcela da população.

O acolhimento também volta o olhar de forma humanizada para o usuário, sua família e a comunidade em que está inserido, levando em conta os diretos e a dignidade de cada indivíduo.