Atletas carregam a Tocha Olímpica em Jundiaí

A Tocha Olímpica que saiu de Atenas, na Grécia, para os Jogos do Rio de Janeiro passou por Jundiaí quinta-feira (dia 21). Cerca de 40 pessoas foram responsáveis pelo revezamento nas ruas do município.
Em vários lugares por onde passou houve aplausos e manifestações. A apresentadora da TV TEM, Daniele Borba, disse que foi a cidade onde viu maior número de pessoas nas ruas.

o Paço Municipal o jogador de basquete, Marcel, campeão mundial, foi o responsável por acender a chama. Depois, na Nove de Julho, a jogadora Paula também emocionou muita gente. A Tocha foi levada ao Bolão e encerrou a passagem pelo bairro da Ponte São João.

·         Marcel de Souza é uma lenda do basquete no Brasil. Conquistou o título de segundo maior cestinha da seleção brasileira com mais de 5.000 pontos, ficando atrás apenas de Oscar Schmidt. O ex-atleta tem quatro participações em Jogos Olímpicos (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelona 1992). “Jundiaí é a minha casa, sempre vivi aqui e só saí pra jogar. Um dos centros esportivos da cidade tem o nome do meu pai. Sempre vivemos o esporte. Fiquei muito contente de ter sido convidado. Era um dos marcos que faltava na minha carreira”, comemorou.

·         Rudá Franco é atleta de polo aquático e iniciou sua carreira, aos 13 anos, em Jundiaí. Defendeu o Club Deportivo Waterpolo Turia, na Espanha, por duas temporadas. De volta ao Brasil, foi atleta do Club Athletico Paulistano até ser contratado pelo SESI, em 2011. Integrante da seleção brasileira, o jogador está confirmado para o Rio 2016. “Faltam poucos dias para os Jogos e foi muito emocionante estar com o símbolo maior de toda a história do esporte. Eu sempre sonhei em ser atleta Olímpico, mas nunca imaginei que conduziria a chama. Foi muito bom pra começar os jogos com muita sorte”, comentou.

·         Magic Paula dedicou 28 anos da sua vida ao basquetebol. Disputou os Jogos Olímpicos Barcelona 1992 e Atlanta 1996, quando ajudou a seleção brasileira a conquistar a medalha de prata. Integrou a equipe que levou o ouro no Campeonato Mundial de Basquetebol, na Austrália, em 1994, e nos Jogos Pan-Americanos Havana 1991.  “Eu que achei que já tivesse vivido de tudo me emocionei mais uma vez. Comecei a chorar na hora que desci do ônibus. Quando vi minha família lá, tomei um susto. Eles disseram que não viriam por que já tinham visto a Branca conduzir ontem, em Campinas. Eu comecei a jogar basquete para valer aqui em Jundiaí e foi aqui que eu fui convocada para a seleção. Tem muito significado conduzir a chama aqui”, disse.

·         As irmãs Helen e Silvia Luz têm uma história no basquete nacional e estavam juntas nos Jogos Olímpicos Sydney 2000, quando ganharam o bronze, e estavam juntas novamente para conduzir a chama Olímpica. “É muito bom dividir esse momento com minha irmã, sempre tentamos jogar no mesmo time, ficamos juntas na seleção e agora não seria diferente. Vamos dividir mais uma alegria, multiplicar a felicidade”, destacou Helen.

·         Mariana Brochado, musa da natação brasileira, durante toda sua carreira foi atleta do Flamengo. Pela seleção, disputou os Jogos Pan-Americanos Santo Domingo 2003 – quando conquistou a medalha de bronze nos 200 metros livres e a prata no revezamento 4×200 metros livre – e os Jogos Olímpicos Atenas 2004. Atualmente é produtora e comentarista do SporTV. “É uma felicidade imensa conduzir a tocha Olímpica. Estou indo para a minha terceira edição dos Jogos. Fui para Atenas 2004 como atleta e Londres 2012 como comentarista. Duas formas distintas que foram experiências muito bacanas. Coincidência ou não, cheguei a uma final Olímpica participando de um revezamento e minha especialidade eram os 200 metros livre, mesma distância que percorri aqui, com a chama Olímpica”, observou.

·         O ex-tenista Carlos Alberto Kirmayr é considerado um dos dez atletas brasileiros da modalidade no período da Era Aberta e também está entre os melhores tenistas brasileiros de duplas de todos os tempos.  Sua melhor posição no ranking mundial foi a de número 32, alcançada em 1981. Foi capitão da equipe brasileira da Copa Davis e treinou a equipe britânica em 1986. De 1990 a 1995, foi o técnico da argentina Gabriela Sabatini, campeã do US Open em 1990 e finalista em Wimbledon. Treinou também Arantxa Sanchez e Conchita Martínez, somando 22 títulos de simples em cinco anos como técnico no circuito feminino.

·         A tenista Vanessa Menga ganhou medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos Mar del Plata 1995 e o ouro nos Jogos Pan-americanos de 1999. Disputou os Jogos Olímpicos Atlanta 1996 e Sydney 2000. Ao longo da carreira, conquistou 70 campeonatos e 42 vice-campeonatos. Foi a única tenista a ganhar quatro torneios consecutivos na Europa. “É uma emoção participar do Rio 2016 conduzindo a chama Olímpica em Jundiaí, cidade onde sou radicada. É uma força, uma energia que sai de dentro da gente”, afirmou.