Plascar encerra contrato com a GM

A crise que envolveu a Plascar e a General Motors do Brasil, que resultou em demissões e até reuniões no Batalhão da Polícia Militar é comentada pelo presidente licenciado do Sindicato dos Plásticos de Jundiaí e Região, João Henrique dos Santos.

Primeiro, segundo ele,  é preciso explicar que a Plascar em Jundiaí trabalha exclusivamente para as montadoras. Ela trabalha para a Volks, para a GM, para a Hyundai e outras. Com a queda das vendas de carros, as montadoras  entraram em crise, que, aliás, foi provocada por elas mesmas, porque param de investir, pegam dinheiro do BNDES e precisam sair dessa teia de aranha. E a primeira coisa que a montadora faz  é demissão e corte de pedidos.

“Então, atingiu a Plascar em cheio, assim como outras empresas que vivem para prestar serviços a montadoras”, analisa João Henrique. Diante dessa crise, ela demitiu, fez redução de jornada e de salário e, por fim, não conseguiu manter os benefícios, que eram atécbenefícios acentuados que a diretoria mantinha.

A última crise foi um desentendimento com a diretoria da General Motors, que praticamente determinou que a GM viesse buscar em Jundiaí suas ferramentas, com uma decisão judicial. O Sindicato, juntamente com os trabalhadores,  impediu, num primeiro momento, porque iria causar mais desemprego e porque tinha ainda a questão da garantia de pagamento das rescisões contratuais e do PLR, que estavam todos atrasados. 

“Essa foi a ação do Sindicato, para ganhar tempo e para que a empresa negociasse. E aí o Sindicato acabou promovendo a negociação e agora está tudo em paz com a GM. Ela vai sair da Plascar, mas conseguiu resolver o impasse que tinha  pendente com a empresa”, conta.

Contudo, a Plascar ainda está sofrendo a crise das montadoras no Brasil, que fazem o que querem. Por exemplo, elas pegam dinheiro do BNDES e investem em países como o México, a Argentina. O Cruize, um dos carros mais vendidos, vem do México.

“A atitude do Sindicato, conclui o sindicalista, foi para promover o entendimento e terminar a coisa de uma maneira mais equilibrada. A empresa já está conseguindo pagar o PLR parcelado e agora estamos negociando para que ela comece a pagar também as rescisões”.