Homens precisam de cuidados

Nesta sexta-feira, dia 15 de julho, comemora-se o Dia do Homem no Brasil, data criada com o objetivo de reforçar os cuidados com a saúde masculina. Segundo dados do IBGE, dos 95 milhões de homens existentes no Brasil, mais de 35 milhões encontram-se acima dos 40 anos de idade.

Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com 3.500 homens, em sete cidades brasileiras, mostra que o público masculino está mais preocupado com sua saúde, porém, cerca de 51% não costumam ir ao urologista ou cardiologista com regularidade.

Quando questionados sobre qual sua maior preocupação com a saúde, os homens colocaram a impotência sexual no topo da lista (28%). Porém, outra situação que também incomoda o sexo masculino é a dificuldade de chegar ao orgasmo, e muitas vezes a falta de informação é um dos principais vilões na hora de buscar uma solução para o problema.

O transtorno do orgasmo masculino acontece quando o homem consegue ter a ereção e a relação sexual, mas tem dificuldades de sentir prazer. Há o sexo físico, porém sem orgasmo, o que causa grande insatisfação. Para colaborar com a saúde do homem, especialistas listaram três situações que podem ocasionar o problema.

Uso indiscriminado de remédios

Uma pesquisa realizada no ano passado pelo instituto GFK apontou que 1 em cada 5 homens entre 22 e 30 anos faz uso frequente de medicamentos para ereção e, entre 41 a 40 anos, este número pula para 40%. Entretanto, o uso de remédios sem acompanhamento médico pode causar efeitos colaterais como dependência, dores de cabeça, vista embaçada, dores nas costas, pernas, além da diminuição do prazer.

Incontinência Urinária

No homem, a incontinência urinária está relacionada à retirada da próstata pós-câncer, pois o procedimento pode afetar o esfíncter, músculo que controla o fluxo da urina. A incontinência é considerada o “câncer social”, por dificultar a vida social e sexual.  Além do medo de deixar a urina escapar no parceiro ou de expor o uso de fraldas, o odor da urina torna algumas pessoas constrangidas em manter uma vida sexual ativa.

“Os casos leves e moderados podem ser tratados com fisioterapia, implantação de slings ou injeções endoscópicas. Nos casos graves, o tratamento recomendado é a colocação de uma prótese, chamada de esfíncter urinário artificial. Todos os procedimentos já estão disponíveis no Brasil”, explica o Urologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Cristiano Gomes.

Crescimento da próstata

A HBP é a doença mais comum da próstata e prejudica a qualidade de vida do homem, afetando a rotina e vida sexual. A partir dos 50 anos, a condição torna-se bastante comum. De acordo com especialistas, o crescimento da próstata não evolui para o câncer. Porém, é preciso ficar atento aos sintomas, entre eles, dificuldade para urinar e o transtorno do orgasmo. Tratamentos menos invasivos – como  a terapia a laser conhecida como Greenlight – já estão disponíveis no Brasil.

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